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Irã ameaça retaliar com ataques “longos e dolorosos” se EUA retomarem ofensivas

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O Irã afirmou nesta quinta-feira (30) que responderá com “ataques longos e dolorosos” contra posições dos Estados Unidos caso Washington retome ofensivas militares. A declaração ocorre em meio ao agravamento do conflito e pode dificultar os planos americanos de formar uma coalizão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz.

Dois meses após o início da guerra, iniciada por ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, o Estreito de Ormuz permanece fechado. A interrupção bloqueia cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás, elevando os preços da energia e aumentando preocupações com desaceleração econômica mundial.

As tentativas de resolução do conflito estão em impasse. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, o Irã mantém o bloqueio do estreito como resposta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos às exportações de petróleo iraniano, consideradas essenciais para a economia do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber ainda nesta quinta-feira informações sobre planos para uma nova série de ataques militares contra o Irã. Segundo o site Axios, o objetivo seria pressionar o país a adotar maior flexibilidade nas negociações sobre questões nucleares.

A possibilidade de novos ataques impactou o mercado, levando o preço do petróleo Brent a ultrapassar US$126 por barril em determinado momento, atingindo o nível mais alto desde março de 2022. Posteriormente, o valor recuou para US$113 por barril.

Autoridades iranianas afirmaram que qualquer ofensiva dos Estados Unidos, mesmo que limitada, desencadeará uma resposta prolongada. O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, Majid Mousavi, declarou que bases regionais e navios de guerra americanos poderão ser alvo de ataques, citando ações anteriores como referência.

Além disso, Teerã alertou sobre a possibilidade de uma “ação militar sem precedentes” diante do bloqueio contínuo a embarcações ligadas ao país. Outro plano discutido pelos Estados Unidos envolve assumir o controle de parte do Estreito de Ormuz para reabrir a navegação, com possível uso de forças terrestres, enquanto países como França e Reino Unido condicionam participação a um eventual fim do conflito.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país pretende eliminar o que chamou de “abusos dos inimigos na hidrovia” e manter o controle do estreito, reforçando a posição iraniana no impasse atual.

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Gazeta de Varginha

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