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Israel alertou os EUA sobre supostos planos do Irã para matar Trump, diz Reuters

  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Os Estados Unidos receberam, ao longo do último ano, diversos alertas de Israel sobre uma suposta intenção do Irã de assassinar o presidente Donald Trump. As informações foram repassadas às agências de inteligência americanas e, em alguns casos, diretamente por autoridades israelenses a integrantes de alto escalão da Casa Branca. Segundo um funcionário americano em exercício e dois ex-funcionários ouvidos pela Reuters, porém, os alertas não puderam ser verificados de forma independente.

As informações mencionavam diferentes possibilidades de ataque contra Trump. Entre elas estavam um atentado realizado por um franco-atirador ou o recrutamento de uma pessoa para atacar o presidente com uma faca durante um grande evento público. Os primeiros alertas começaram a circular antes da guerra de 12 dias, em junho de 2025, e ganharam intensidade antes da decisão dos Estados Unidos de entrar em guerra com o Irã, em fevereiro deste ano.

O alerta considerado mais detalhado pelas fontes surgiu antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia, em julho. Autoridades israelenses informaram à Casa Branca que o Irã poderia tentar matar Trump enquanto ele viajasse no Air Force One, possivelmente usando um míssil portátil. A ameaça contribuiu para uma operação de segurança extraordinária durante a viagem, que incluiu a transferência do presidente para outra aeronave no retorno da Turquia.

Apesar da gravidade dos avisos, a CIA não conseguiu confirmar algumas das ameaças específicas apresentadas pela inteligência israelense desde o início de 2025. No episódio relacionado à cúpula da Otan, autoridades turcas também informaram aos americanos que não haviam encontrado evidências capazes de confirmar a informação fornecida por Israel. Mesmo assim, a Casa Branca e o Serviço Secreto decidiram adotar medidas preventivas diante do risco potencial à segurança do presidente.

A comunidade de inteligência americana avalia há anos que o Irã busca retaliar pelo assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani, morto em uma operação ordenada por Trump em 2020. Ao mesmo tempo, existem divergências entre as avaliações de inteligência dos Estados Unidos e de Israel sobre a ameaça representada pelo Irã. No início deste ano, agências americanas avaliaram que Teerã não estava desenvolvendo ativamente armas nucleares, enquanto Israel sustentava que o país representava uma ameaça urgente. Mesmo diante das avaliações americanas, Trump decidiu prosseguir com ataques contra o Irã em fevereiro.

Segundo a Reuters, o presidente americano também considerou informações compartilhadas por Israel sobre supostas tentativas iranianas de assassiná-lo antes de iniciar a campanha militar. Um porta-voz da embaixada israelense rejeitou a ideia de que o país estivesse usando o compartilhamento de inteligência para influenciar a política americana em relação ao Irã. A Casa Branca e a CIA não comentaram as informações. O Serviço Secreto, por sua vez, afirmou que não discutiria casos específicos de inteligência, mas destacou que continua concentrado na proteção de Trump diante do aumento das ameaças.

Os Estados Unidos dependem há muito tempo da inteligência israelense sobre questões do Oriente Médio, especialmente relacionadas ao Irã. Segundo ex-funcionários americanos, informações israelenses costumam chegar à CIA ou à Agência de Segurança Nacional (NSA) por canais formais e são posteriormente analisadas. Em algumas ocasiões durante as ofensivas militares americanas contra o Irã, a CIA classificou como de “baixa confiança” informações israelenses sobre ameaças iranianas, incluindo possíveis planos para assassinar Trump.

Fonte: CNN

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Gazeta de Varginha

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