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Itamaraty orienta brasileiros a não viajarem para áreas de conflito no Oriente Médio

  • 22 de jul.
  • 2 min de leitura
Itamaraty orienta brasileiros a não viajarem para áreas de conflito no Oriente Médio
Divulgação
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu, nesta terça-feira (21), um novo alerta consular orientando brasileiros a não viajarem para países e regiões diretamente afetados pela escalada do conflito no Oriente Médio.

A recomendação é para que sejam evitadas viagens ao Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza (Palestina) e Iêmen, devido ao agravamento da situação de segurança.

Além disso, o governo brasileiro orienta que viagens não essenciais sejam adiadas para a Cisjordânia (Palestina), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.
Segundo o Itamaraty, até o momento não há restrições para conexões aéreas nesses países.

Orientações aos brasileiros que estão na região
O Ministério das Relações Exteriores recomenda que brasileiros residentes ou em viagem nos países afetados acompanhem permanentemente os comunicados das embaixadas brasileiras e sigam rigorosamente as orientações das autoridades locais.

Entre as principais recomendações estão:
  • Evitar aglomerações e manifestações públicas;
  • Não fotografar ou filmar instalações militares, veículos, tropas ou ataques relacionados ao conflito;
  • Não publicar nas redes sociais imagens, vídeos ou comentários que possam ser interpretados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional;
  • Não deixar o local de hospedagem ou residência sem verificar previamente as condições de segurança;
  • Conferir a validade dos documentos de viagem, preferencialmente com pelo menos seis meses de validade;
  • Em caso de cancelamento de voos, procurar diretamente a companhia aérea para remarcação.

Escalada da tensão
O alerta foi divulgado em meio ao agravamento dos confrontos na região.
Nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter realizado ataques contra uma central de dados da empresa Amazon localizada no Bahrein. O governo do Bahrein confirmou ter sofrido ataques aéreos iranianos e afirmou que seus sistemas de defesa interceptaram parte dos projéteis.

O Irã também anunciou ataques contra instalações militares norte-americanas no Kuwait e na Jordânia.

Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter atingido bases militares iranianas, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones, além de outras instalações estratégicas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também fez novas ameaças ao complexo nuclear iraniano conhecido como Montanha Pickaxe, localizado nas proximidades das instalações nucleares de Natanz.

Reflexos na economia
A intensificação do conflito voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo. Com o aumento das tensões, o barril do petróleo tipo Brent registrou alta de cerca de 2%, alcançando a marca de aproximadamente US$ 90, refletindo as preocupações dos investidores com possíveis impactos sobre o abastecimento mundial de energia.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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