Janja diz que críticas sobre gastos em viagens ao exterior são "misoginia pura"
14 de jul.
2 min de leitura
Reprodução
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou que as críticas recebidas por supostos gastos excessivos em viagens ao exterior são resultado de "misoginia pura". A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Frente a Frente, produzido pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, na qual ela respondeu a questionamentos sobre sua atuação e despesas relacionadas às agendas internacionais.
Segundo Janja, parte das críticas atribui a ela despesas que, na realidade, correspondem aos custos de toda a comitiva presidencial. Ela afirmou que sua agenda é pública e que presta contas de suas atividades, destacando que suas viagens seguem protocolos estabelecidos pelos órgãos de segurança. De acordo com a primeira-dama, ela viaja em classe executiva por determinação da Polícia Federal, em razão das regras de proteção aplicadas à sua função.
Janja também afirmou que costuma se hospedar em embaixadas brasileiras durante viagens internacionais e disse que, se dependesse apenas de sua vontade, abriria mão da escolta policial. No entanto, ressaltou que precisa seguir as normas de segurança determinadas pelos responsáveis por sua proteção.
Ao comentar seu papel no governo, a primeira-dama declarou que o Brasil nunca teve uma primeira-dama que "trabalhasse efetivamente" como ela. Segundo Janja, sua rotina inclui reuniões no Palácio do Planalto, viagens de trabalho e participação em iniciativas voltadas a temas como combate à fome e à violência contra a mulher. Ela afirmou ainda que, há cerca de dois anos, foram adotadas normas para tornar sua atuação mais transparente.
A primeira-dama lembrou que, em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, por unanimidade, os processos que questionavam gastos e viagens realizados por ela, após concluir que não foram identificadas irregularidades nas despesas analisadas.
Durante a entrevista, Janja também fez um apelo para que o Congresso Nacional avance na votação do projeto de lei que criminaliza a misoginia. Ela afirmou que o combate ao ódio contra as mulheres deve ser tratado como uma pauta nacional e apartidária, defendendo que o tema ultrapassa diferenças políticas e religiosas.
Comentários