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Joaquim Levy, ex-ministro de Dilma Rousseff, estima um crescimento econômico lento para o PIB do Brasil em 2025.

21 de fev. de 2025
2 min de leitura
Reprodução
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Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, avaliou que, apesar de alguns "ruídos" no mercado, a economia brasileira está em trajetória positiva, mas projetou um crescimento mais modesto do PIB em 2025. Com uma expectativa de inflação acima da meta, ele destacou que o governo precisará reforçar seu compromisso fiscal neste ano.

Atualmente diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados do Banco Safra, Levy teve uma passagem breve pela Fazenda em 2015, durante um período de grave crise econômica e política no Brasil, que culminou no impeachment de Dilma em 2016.

Em uma palestra durante evento da Cimed, gigante farmacêutica, em São Paulo, Levy afirmou que o desempenho da economia brasileira será diretamente impactado pelas ações econômicas de Donald Trump, nos Estados Unidos. Trump já anunciou tarifas sobre importações de aço e alumínio e está considerando novas taxas sobre o etanol brasileiro. No entanto, Levy não prevê, até o momento, um "tarifaço" para a indústria farmacêutica.

Levy também mencionou que os Estados Unidos devem enfrentar uma inflação de cerca de 3,1%, em razão das medidas econômicas de Trump e da deportação de imigrantes ilegais, o que deverá reduzir a oferta de mão de obra em pelo menos 5 milhões de trabalhadores.

Para o Brasil, Levy projetou um crescimento do PIB de apenas 1,5% em 2025, uma queda significativa em relação aos 3,5% de 2024. Segundo ele, esse crescimento só será possível se houver "disciplina fiscal" para garantir a segurança dos investimentos e a eficácia do novo arcabouço fiscal.

Quanto à inflação, Levy calculou uma taxa de 5%, ligeiramente acima da meta, que pode ficar abaixo desse valor dependendo do comportamento do dólar, projetado para R$ 5,70. Em relação à Selic, que está em alta desde o ano passado, o ex-ministro afirmou que a postura contracionista do Banco Central tem tido impacto na atividade econômica e na inflação. Para o segundo semestre de 2025, ele projeta uma redução dos juros, que atualmente estão em 13,25%.

Por fim, Levy descreveu um cenário econômico "nebuloso", mas que oferece oportunidades de crescimento para o Brasil.

RelembreJoaquim Levy foi ministro da Fazenda por 11 meses, em 2015, sucedendo Guido Mantega. Ele assumiu o cargo com a missão de organizar as contas públicas, mas enfrentou um cenário de forte crise econômica, similar ao que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vive. Conhecido como "homem do ajuste", Levy tentou implementar cortes de gastos e um ajuste fiscal, o que lhe rendeu críticas dentro do PT, sendo visto como um "aliado do mercado". Ele deixou o governo sem conseguir cumprir suas metas, sendo responsável por liderar a economia durante a recessão que levou o Brasil a perder o selo de bom pagador.

Fonte:O tempo

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Gazeta de Varginha

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