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Joesley Batista se reúne com Trump e discute redução de tarifa sobre carne bovina brasileira

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Divulgação
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O empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca em 20 de agosto e discutiu a possibilidade de aumentar o fornecimento de carne bovina brasileira ao mercado americano. Segundo informações divulgadas pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, a conversa ocorreu em meio à alta dos preços da carne nos Estados Unidos e envolveu a possibilidade de retirada da tarifa de importação de 26% sobre o produto brasileiro.

De acordo com informações, Joesley e Trump discutiram como uma maior oferta de carne bovina do Brasil poderia contribuir para reduzir os preços pagos pelos consumidores americanos caso a tarifa fosse eliminada. O empresário brasileiro é um dos controladores da JBS ao lado do irmão, Wesley Batista. A companhia é apontada como a maior processadora de carnes do mundo e possui forte presença no mercado dos Estados Unidos.

Um dia depois da reunião, em 21 de agosto, Trump anunciou, por meio das redes sociais, um plano para permitir temporariamente a entrada de uma quantidade maior de carne bovina estrangeira nos Estados Unidos. Segundo o presidente americano, os produtos importados seriam comercializados com desconto de 25% em relação aos preços praticados no mercado.

O jornal informou que não foi possível determinar quem organizou a reunião entre Joesley Batista e Donald Trump. A publicação também relacionou o encontro ao esforço do governo americano para enfrentar a alta dos preços da carne bovina, que se tornou um desafio para a administração Trump diante da pressão sobre o custo de produtos consumidos no dia a dia.

Na mesma data em que Trump anunciou o plano, o governo brasileiro informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia conversado por telefone durante 80 minutos com o presidente americano. Segundo o comunicado brasileiro, os dois discutiram tarifas, o combate ao crime organizado e as posições de ambos sobre os conflitos em andamento no mundo. O Brasil é o maior produtor de carne bovina do mundo.

A proposta de ampliar temporariamente a entrada de carne estrangeira provocou reação negativa entre pecuaristas americanos e recebeu críticas de parlamentares republicanos e de organizações ligadas ao setor. A National Cattlemen’s Beef Association, principal entidade comercial de pecuaristas dos Estados Unidos, afirmou que a intervenção do governo poderia prejudicar os produtores e dificultar a estabilidade de longo prazo da indústria de carne bovina.

A medida também encontrou resistência entre republicanos que disputam eleições competitivas nas eleições de meio de mandato em regiões rurais dos Estados Unidos. A deputada republicana Ashley Hinson, de Iowa, que é candidata ao Senado pelo estado, classificou o plano como uma má ideia. Já o senador Pete Ricketts, de Nebraska, que concorre à reeleição, criticou a iniciativa em uma publicação no X e afirmou que mudanças de política de curto prazo não representam soluções de longo prazo.

Embora a reunião tenha acontecido um dia antes do anúncio de Trump sobre a ampliação temporária da entrada de carne estrangeira, não foi possível determinar quem organizou o encontro nem estabelecer, com base nas informações divulgadas, que a conversa tenha sido responsável pela decisão posterior.

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Gazeta de Varginha

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