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Jovem de 20 anos com leucemia terminal pede lei de eutanásia pelo TikTok na Bolívia; projeto tramita com urgência

há 1 hora
2 min de leitura

Reprodução
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Aldrin Ichuta, de 20 anos, tornou-se o rosto de um debate nacional na Bolívia ao usar a rede social TikTok para pedir aos legisladores que aprovem uma lei de eutanásia. Internado em El Alto, segunda maior cidade do país, ele foi diagnosticado com leucemia em 2023, quando cursava o último ano do ensino médio — uma notícia que transformou sua rotina de estudos e esportes em uma luta constante pela vida. Com o agravamento do quadro no final de agosto, publicou um vídeo em que apela à celeridade na votação do projeto apresentado pelo deputado Diego Branez, afirmando que deseja que seu sofrimento tenha algum sentido, abrindo caminho para que outros pacientes em situação semelhante também possam escolher.

O texto elaborado pelo parlamentar prevê, principalmente, a garantia de cuidados paliativos gratuitos e, de forma adicional, a regulamentação da eutanásia. O projeto estabelece salvaguardas rigorosas: o acesso seria restrito a pessoas adultas, portadoras de doenças comprovadamente irreversíveis e que mantenham plena capacidade de manifestar livremente sua decisão. A proposta responde à realidade de pacientes como Aldrin, para quem os tratamentos já não oferecem perspectiva de cura e trazem apenas prolongamento do sofrimento.

A medida, porém, encontra oposição firme. A Igreja Católica manifesta-se contrária, e a assessora jurídica Dra. Susana Inch argumenta que a Bolívia deveria primeiro resolver as graves deficiências de seu sistema de saúde antes de introduzir a prática. O deputado Branez rebate afirmando que obrigar alguém a suportar dores que podem ser evitadas equivale a um tratamento cruel e desumano. O debate ganha urgência: a doença de Aldrin avança para sua fase final, e o cronograma de votação pode definir se ele viverá o suficiente para ver a lei aprovada.

A controvérsia reflete uma discussão global. A eutanásia e o suicídio assistido são rejeitados pela maioria das religiões e são permitidos em um número restrito de países; em alguns lugares, a prática ainda é equiparada ao homicídio. O caso de Aldrin Ichuta coloca a Bolívia diante de escolhas que outros povos já enfrentaram, misturando drama pessoal, tecnologia e a busca coletiva por respostas sobre dignidade, fim de vida e o papel do Estado em proteger os mais vulneráveis.

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