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Navio é atingido por drone e afunda no Mar Negro perto da Romênia; um morto e três desaparecidos, presidente cobra Rússia

há 1 hora
2 min de leitura
Reprodução
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Um navio de carga chamado Khoryv foi atingido por um drone, pegou fogo e afundou próximo à costa romena do Mar Negro, deixando um tripulante morto e outros três desaparecidos. O presidente da Romênia, Nicușor Dan, confirmou o ocorrido nesta sexta-feira (23) e atribuiu a responsabilidade à Rússia. A embarcação navegava sob bandeira das Ilhas Comores, vindo de Ereğli, na Turquia, com destino a Sulina, na Romênia, transportando materiais ferrosos. O alerta de socorro foi enviado por volta das 10h, horário local, desencadeando operação imediata de busca e resgate.

Dos 13 tripulantes — 10 ucranianos e três azerbaijanos — nove foram resgatados com vida. Um marinheiro teve a morte confirmada, sem divulgação de sua nacionalidade, e as buscas pelos outros três seguem em andamento, dificultadas por mau tempo e baixa visibilidade. O episódio foi classificado pelo presidente romeno como "mais um exemplo das trágicas consequências da agressão da Rússia contra a Ucrânia". Ele acrescentou que é hora de Moscou levar a sério as iniciativas de paz e aceitar propostas de cessar-fogo.

O caso é o mais recente de uma série de ataques na região. Desde o início de outubro, pelo menos sete embarcações foram atingidas nas águas próximas à Romênia e à Bulgária — ambos membros da Otan. Mais de duas dezenas de marinheiros já morreram ou estão desaparecidos. Na semana passada, 11 pessoas sumiram após ataque a navio na costa búlgara; no dia seguinte, outro navio ucraniano foi atingido por três drones perto de Byala. Em 5 de outubro, dois marinheiros morreram em incêndio a bordo de embarcação também no Mar Negro, ataque que a Ucrânia atribuiu à Rússia.

A gravidade da situação levou a medidas concretas de defesa. No sábado (17), caças da Força Aérea da Romênia abateram dois drones que haviam entrado em seu espaço aéreo. Na quinta-feira (22), o Conselho Supremo de Defesa Nacional anunciou aceleração na aquisição de sistemas de vigilância, detecção e combate a drones e minas, para proteger o litoral e as rotas de navegação. A tensão permanece elevada, com a comunidade internacional acompanhando cada movimento militar numa área estratégica para o comércio marítimo mundial.

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