Ataque a tiros nos arredores de Paris é classificado por Macron como ato terrorista e racista; um morto e quatro feridos
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O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como "ato terrorista e racista" o ataque a tiros ocorrido nesta sexta-feira (23) nas cidades de Trappes e La Verrière, nos arredores de Paris. Um homem armado abriu fogo de dentro de um veículo, matou uma pessoa e feriu outras quatro antes de ser preso cerca de 10 quilômetros adiante. O caso é investigado pela Procuradoria Nacional Antiterrorista, que trata o crime como homicídio ligado a organização terrorista, e as autoridades reforçam que a motivação preconceituosa faz parte da apuração.
O ataque aconteceu por volta das 10h30, horário local, em Trappes, comuna a cerca de 30 quilômetros a oeste da capital. O suspeito seguiu depois para La Verrière, a cerca de 5 km de distância, e foi detido em Coignières, mais 4 km adiante, no estacionamento de uma loja. "Houve inúmeros tiroteios, em diferentes partes da cidade. O atirador claramente estava disparando aleatoriamente e queria causar carnificina", afirmou o prefeito de Trappes, Ali Rabeh. O percurso feito pelo autor do crime gerou pânico nas ruas, com disparos direcionados a pedestres sem distinção.
Entre os feridos está uma criança de 12 anos, atingida oito vezes, cujo quadro de saúde já é considerado estável. Também ficaram feridos dois homens — um na casa dos 20 anos e outro de 49 — que foram levados ao hospital sem risco de morte. As vítimas fatais ainda não tiveram nomes divulgados. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu confirmou em rede social que todos os recursos de segurança e justiça estão mobilizados, e que o suspeito já está sob custódia, sendo interrogado para esclarecer não apenas os fatos, mas também as razões que o levaram a agir.
Macron manifestou "profunda emoção" e solidariedade às famílias das vítimas e aos moradores de Yvelines, departamento onde ficam as cidades atingidas. A qualificação do presidente — terrorista e racista — reflete a gravidade atribuída ao caso e pode indicar que as investigações já dispõem de elementos que apontam para ódio dirigido contra grupos específicos. A comunidade internacional acompanha o desdobramento, já que a França tem enfrentado episódios semelhantes em anos recentes, e a resposta do Estado costuma servir de referência para outros países.
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