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Prédio de mais de 10 andares em construção desaba em Nairóbi; equipes buscam vítimas sob escombros e há risco de novo colapso

há 21 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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Um prédio com mais de dez andares, ainda em fase de construção, ruiu nesta sexta-feira (23) na região de Eastleigh, em Nairóbi, capital do Quênia. A estrutura caiu sobre uma rua movimentada, deixando uma enorme pilha de concreto e aço retorcido. Até o momento, não há número oficial de vítimas, mas equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar pessoas que podem estar presas sob os escombros. O chefe de polícia local, Issa Mohamud, alertou ainda para o risco de um segundo desabamento, já que o edifício que caiu estava apoiado num prédio vizinho, que também pode ter sido comprometido.

Joseph Kaula, estucador que trabalhava no quinto andar, foi uma das últimas pessoas a sair com vida. Ele relatou ter ouvido gritos e visto colegas fugindo avisando que o prédio estava caindo. "Eu fui a última pessoa a sair antes do desabamento e toda a área ficou cheia de poeira", contou. Ele receia que alguns de seus colegas estejam presos no porão. Uma mulher ferida já foi resgatada e levada ao hospital; outra pessoa que pedia socorro em meio aos destroços parou de responder, segundo a polícia, o que aumenta a preocupação com o número de óbitos.

O térreo do prédio já funcionava com lojas — eletrônica, açougue e mercado — embora a construção ainda prosseguisse nos andares superiores. O governador de Nairóbi, Johnson Sakaja, confirmou que a obra tinha aprovação, mas não possuía certificado de ocupação, tornando ilegal o funcionamento dos comércios. Moradores relataram que familiares presos fizeram ligações pedindo socorro logo após o acidente, mas os telefones ficaram inacessíveis em seguida. Uma tenda foi montada para registrar nomes de desaparecidos, e a população aguarda notícias.

As operações de resgate enfrentam dificuldades: no início, havia poucos equipamentos pesados, e socorristas usavam varas de madeira para vasculhar os escombros. Com a chegada de escavadeiras, o trabalho avançou, mas de forma lenta. A polícia precisou usar gás lacrimogêneo para conter saques em lojas vizinhas, enquanto tentava isolar a área. O caso reacendeu críticas sobre fiscalização: desabamentos são recorrentes em Nairóbi, e responsáveis por liberação de alvarás são acusados de omitir inspeções. "Serão realizadas investigações. Garantiremos que os responsáveis por qualquer negligência sejam levados à justiça", prometeu Mohamud.

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