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Jurado que impediu veredito unânime no caso Lindsay Clancy diz não ter tido dúvidas sobre as provas; promotoria avalia novo julgamento

há 3 dias
1 min de leitura

Reprodução
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O único jurado que não concordou com um veredito no julgamento de Lindsay Clancy, acusada de matar os três próprios filhos em Duxbury, no estado de Massachusetts, declarou publicamente que nunca teve dúvidas sobre as provas apresentadas. Michael P. Desronvil, de 48 anos, explicou que durante as deliberações apresentava diferentes interpretações e que essas observações foram confundidas com incerteza pelos demais membros do júri. Segundo ele, as evidências demonstravam que Clancy agiu com consciência e planejamento.

O julgamento durou seis semanas e terminou em 4 de setembro sem decisão. Após mais de 38 horas de discussão, o juiz declarou o processo sem efeito. Os jurados informaram ao tribunal que estavam divididos por 11 votos a 1. A acusada admitiu ter matado Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses, em janeiro de 2023, na própria casa da família. A defesa não negou os fatos, mas sustentou que ela sofria de psicose pós-parto e, por isso, não deveria ser responsabilizada criminalmente.

Os outros jurados relataram versões diferentes: disseram que Desronvil não participava das conversas, usava o celular e não conseguia separar o ato de matar da questão sobre responsabilidade. O pedido de seu advogado para substituí-lo por um jurado reserva foi negado. Clancy retorna ao tribunal em 29 de setembro, quando a promotoria anunciará se pedirá a realização de um novo julgamento. Desronvil está em local seguro e sua localização não foi revelada.

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