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Justiça mantém presos instrutores após morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura
Justiça mantém presos instrutores após morte de jovem em salto de rope jump em Limeira
Divulgação/Sem equipamento de segurança, salto termina em tragédia e leva instrutores à prisão
A Justiça determinou a prisão preventiva dos três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada em Limeira, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada após audiência de custódia e levou em consideração a gravidade do caso, além de indícios de tentativa de fuga e possível obstrução das investigações.

Ao justificar a medida, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal apontou uma série de fatores considerados relevantes para a manutenção da prisão. Entre eles, a morte de uma jovem em circunstâncias que poderiam ter sido evitadas, a suposta negligência na condução de uma atividade de alto risco e a ausência de equipamentos de segurança considerados indispensáveis para a prática.

Segundo a decisão judicial, também pesaram na análise a falta de observância de protocolos de gerenciamento de risco, a confiança depositada pela vítima nos organizadores da atividade e o comportamento dos investigados após o acidente. De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, os instrutores teriam trocado de roupa e deixado o local após a ocorrência. Em depoimento, os três negaram tentativa de fuga e afirmaram que permaneceram na área até a chegada das autoridades.

Maria Eduarda participava da modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o praticante é impulsionado pelos instrutores antes do salto. Imagens registradas no local mostram a jovem sendo segurada pelos três homens momentos antes da queda. Testemunhas relataram que ela teria sido lançada sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança.

A jovem sofreu múltiplos ferimentos em decorrência da queda e morreu ainda no local. Após o acidente, seis pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos à polícia. Três delas permaneceram presas e responderão, inicialmente, por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado.

Paralelamente à investigação criminal, a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende ingressar na Justiça contra a União. Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso da Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, seria do governo federal.

Em nota, a prefeitura informou que vinha solicitando providências relacionadas à segurança da estrutura desde 2025 e alegou que nenhuma medida efetiva teria sido adotada pelos órgãos responsáveis.

As circunstâncias do acidente continuam sendo apuradas pelas autoridades policiais e pela perícia técnica.
Fonte: Uol

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Gazeta de Varginha

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