Kremlin nega vínculo entre acordo de venda de diesel russo aos EUA e pressões para retomar negociações de paz com a Ucrânia
há 4 horas
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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou nesta terça-feira (13) qualquer ligação direta entre o acordo que permite a exportação de diesel russo para os Estados Unidos e a posição de Moscou nas negociações de paz com a Ucrânia. A declaração foi resposta a reportagem segundo a qual enviados do presidente Donald Trump teriam informado autoridades ucranianas de que a liberação do combustível fazia parte de uma estratégia para trazer a Rússia de volta à mesa de diálogo. "Não vejo nenhuma conexão direta. Trata-se de cooperação altamente benéfica para ambas as partes, para os mercados globais de energia e para a Federação Russa", afirmou Peskov, classificando ainda de "cínicas" as críticas europeias, já que a Europa segue comprando petróleo e gás russo.
O acordo anunciado por Trump no fim de semana suspende restrições às exportações de diesel, permitindo o envio de quase 2 milhões de toneladas do produto. A medida foi apresentada como forma de reduzir preços internos antes das eleições legislativas de meio de mandato. Em contrapartida, segundo fontes americanas, os EUA condicionaram o compartilhamento de inteligência e o fornecimento de armas à suspensão dos ataques ucranianos a refinarias russas. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou que a Ucrânia não ataca instalações energéticas russas há dois dias, mas acusou a Rússia de continuar alvejando infraestrutura crítica ucraniana — na segunda-feira (12), seis usinas de energia foram atingidas.
A Rússia não atacou alvos energéticos ucranianos na noite de segunda para terça, conforme o anúncio de "cessar-fogo energético", mas manteve bombardeios com mísseis e drones contra estruturas de transporte e logística. Quatro civis morreram em ataques em Kharkiv e um hospital foi danificado em Khmelnytskyi. A Força Aérea da Ucrânia registrou falha no alerta antecipado de mísseis balísticos contra Kiev; o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, porém, garantiu que o fluxo de dados de inteligência dos EUA prossegue. Enquanto isso, especialistas alertam que a guerra no Oriente Médio tem impacto muito maior sobre os preços de combustível do que os ataques a refinarias. As negociações substantivas para encerrar o conflito seguem estagnadas.
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