Lula classifica convite de Kast a Flávio Bolsonaro para posse no Chile como “indelicadeza” diplomática
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, avaliou como uma “indelicadeza” diplomática o convite feito pelo presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, ao senador Flávio Bolsonaro para participar da cerimônia de posse no país. A avaliação foi compartilhada por Lula com aliados e integrantes do governo após o gesto do líder chileno.
Segundo o presidente brasileiro, o convite a um adversário político direto no cenário eleitoral brasileiro demonstra falta de sensibilidade diplomática. Para Lula, embora Kast tenha feito gestos iniciais considerados moderados, a iniciativa de convidar Flávio foi interpretada como um movimento inadequado nas relações entre chefes de Estado.
A situação gerou maior incômodo porque Kast também estendeu o convite ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. O episódio foi visto por interlocutores do governo brasileiro como um gesto político que ampliou o desconforto no Palácio do Planalto.
Apesar da irritação, diplomatas avaliam que o caso não deve provocar ruptura nas relações entre Brasil e Chile. Nos bastidores do governo, a avaliação é de que o episódio tem peso menor quando comparado a críticas públicas feitas recentemente por líderes de outros países ao governo brasileiro.
Um possível efeito político do episódio pode ser o fortalecimento da posição brasileira em apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas. Bachelet é adversária política de Kast no Chile, e o tema estava entre os assuntos que o presidente chileno pretendia discutir com Lula durante encontros diplomáticos.
No cenário internacional, a disputa pelo comando da ONU envolve também o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, apoiado pelo presidente argentino Javier Milei. A escolha do futuro secretário-geral tem mobilizado diferentes governos, incluindo países da América Latina.
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