top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Lula critica “uso do comércio como arma” em discurso no Fórum Empresarial em Seul

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a “tentativa de usar o comércio como arma” ao proferir um discurso durante a cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, realizada em Seul, capital da República da Coreia, nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026.

Em sua fala diante de empresários brasileiros e sul-coreanos, o chefe do Executivo brasileiro afirmou que a melhor resposta a medidas que transformam relações comerciais em instrumentos de coerção entre países é a busca de entendimentos por meio do diálogo e da negociação, destacando que a cooperação entre Brasil e Coreia do Sul — países com fortes laços humanos e vínculos empresariais — demonstra que “a confiança e a cooperação valem a pena”.

A manifestação de Lula ocorreu em um contexto de tensões no comércio internacional, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa global de 10% na sexta-feira (20) por meio da seção 122 do Ato do Comércio de 1974, após a Suprema Corte dos EUA barrar o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional) para tal fim. No sábado (21), o percentual dessa tarifa foi elevado para 15%.

Antes de embarcar para a Coreia do Sul, Lula enviou uma mensagem ao líder americano na qual afirmou que “não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países” — declaração feita em referência às tensões comerciais internacionais e reafirmada no contexto de seu discurso em Seul.

Durante sua participação no evento empresarial em Seul, o presidente brasileiro também defendeu a retomada das negociações de um **acordo comercial entre o Mercosul e a República da Coreia, citando como exemplo o acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia após duas décadas de tratativas. Lula afirmou que esses acordos são essenciais para ampliar as parcerias comerciais do Brasil no exterior.

A crítica ao uso de mecanismos protecionistas no comércio internacional e a defesa do diálogo como ferramenta para a obtenção de entendimentos mutuamente benéficos foram elementos centrais da fala de Lula no Fórum Empresarial, refletindo a posição do governo brasileiro em um cenário global marcado por tensões tarifárias e desafios às relações econômicas multilaterais.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page