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Malévola chora ao relatar humilhações e abusos durante prisão no Egito e afirma ter sido alvo de transfobia

há 34 minutos
3 min de leitura
Foto: Divulgação/Ministério da Informação do Egito
Foto: Divulgação/Ministério da Informação do Egito


A influenciadora digital Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola Alves, apareceu chorando nas redes sociais nesta quinta-feira (22) e relatou ter sido submetida a humilhações e abusos durante o período em que ficou detida no Egito. Segundo ela, a prisão ocorreu por transfobia e também atingiu a amiga Bruna Mercatelli, que a acompanhava na viagem.

Em um vídeo publicado após deixar a prisão, Malévola demonstrou estar abalada com o que aconteceu. “Eu fui muito humilhada. Muito humilhada, gente. Eu não paro de chorar desde a hora que cheguei aqui em Marrocos”, afirmou. A influenciadora disse que ainda pretendia gravar outro vídeo para contar com mais detalhes o que teria enfrentado durante a detenção.

As duas brasileiras foram presas em Alexandria, no Egito, na terça-feira (20), e liberadas no dia seguinte. Após a soltura, Malévola relatou que continuava sem receber de volta o celular, que teria permanecido em poder das autoridades locais.

Influenciadora afirma que ela e a amiga sofreram abusos

De acordo com os relatos divulgados após a libertação, Malévola afirmou que ela e Bruna foram submetidas a situações humilhantes enquanto estavam sob custódia policial. A influenciadora também sustentou que a identidade de gênero das duas teve relação com o tratamento recebido.

Antes da confirmação oficial da prisão, Malévola já havia demonstrado preocupação nas redes sociais. Ela contou que policiais interromperam o passeio das brasileiras, retiveram os passaportes e fizeram perguntas sobre a identidade de gênero delas.

Na ocasião, a influenciadora publicou mensagens pedindo ajuda e relatando que não sabia o que poderia acontecer. A situação gerou apreensão entre seguidores e levantou questionamentos sobre a segurança das duas mulheres em um país conhecido por denúncias de discriminação e repressão contra pessoas LGBTQIA+.

As declarações de Malévola sobre humilhações e abusos correspondem ao relato dela sobre a experiência vivida durante a detenção. A versão apresentada pelas autoridades egípcias para a prisão, por sua vez, está relacionada a vídeos publicados nas redes sociais.

Autoridades egípcias apontaram vídeos como motivo da prisão

O Ministério do Interior do Egito informou que as brasileiras foram detidas após a circulação de vídeos que, segundo as autoridades, mostravam gestos de conotação sexual e comportamentos considerados inadequados em espaços públicos.

De acordo com a versão oficial, as duas teriam feito comentários insinuantes e assediado pessoas no local. O ministério também afirmou que, durante o interrogatório, elas admitiram ter gravado e publicado os vídeos com a intenção de aumentar o número de visualizações nas redes sociais.

O caso foi encaminhado à Promotoria Pública egípcia para investigação. As informações divulgadas pelas autoridades representam a justificativa oficial para a detenção, enquanto Malévola também relatou ter sido questionada sobre sua identidade de gênero durante a abordagem.

A prisão ocorreu em Alexandria, cidade egípcia onde as duas brasileiras estavam viajando. A retenção dos passaportes e a incerteza sobre o que aconteceria com elas foram alguns dos pontos mencionados pela influenciadora em suas publicações anteriores à libertação.

Brasileiras foram liberadas após pagamento de fiança

A defesa de Malévola confirmou que ela foi liberada na quarta-feira (21), após uma atuação conjunta entre os representantes jurídicos, a representação diplomática brasileira e as autoridades competentes no Egito.

Segundo informações divulgadas pela defesa, a soltura ocorreu mediante pagamento de fiança estipulada pelas autoridades egípcias. O advogado Jonatha Carvalho Matos afirmou que a liberação foi resultado de um trabalho coordenado entre os profissionais e instituições envolvidos.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanhava o caso desde a noite de terça-feira (20), quando recebeu o chamado pelo plantão consular. A representação diplomática prestou assistência às influenciadoras e a seus familiares, incluindo orientação jurídica e interlocução com as autoridades locais.

Mesmo depois da libertação, Malévola afirmou que ainda não havia recuperado o celular. A permanência do aparelho com as autoridades também foi mencionada em relatos publicados após a saída da prisão.

Influenciadora relata abalo após deixar a prisão

O vídeo publicado nesta quinta-feira mostra Malévola emocionada ao falar sobre o período em que esteve detida. Ela afirmou que continuava chorando após deixar o local e chegar ao Marrocos, onde estava depois da libertação.

A experiência relatada pela influenciadora ocorreu após dias de incerteza sobre a situação das duas brasileiras e sobre os procedimentos legais conduzidos no Egito. A defesa atuou para obter a soltura e manter contato com as autoridades locais.

Malévola e Bruna foram liberadas, mas os relatos sobre o tratamento recebido durante a detenção continuam repercutindo. A influenciadora afirma que pretende explicar melhor o que aconteceu, enquanto o caso permanece associado às acusações apresentadas pelas autoridades egípcias e às denúncias de abuso feitas pelas brasileiras.

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