Quatro comissários da United Airlines recebem atendimento médico após turbulência severa; passageiros não tiveram ferimentos
há 43 minutos
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A Força Aérea de Israel executou um amplo exercício militar na segunda-feira (19), aproximando-se da fronteira do Irã com dezenas de caças e aeronaves de reabastecimento em voo. A operação, segundo o site Axios, percorreu mais de 1.280 quilômetros partindo de Israel, seguindo rota que passa pelo espaço aéreo da Síria e do Iraque — trajeto idêntico ao que seria usado num ataque real contra território iraniano. As aeronaves aproximaram-se da fronteira, mas retornaram antes de adentrar o espaço aéreo do país alvo. O exercício foi notificado com antecedência aos Estados Unidos e classificado como treinamento de "projeção de poder", com o objetivo declarado de evitar que o Irã lançasse ataques antes das eleições.
O momento é considerado delicado: a operação acontece a cerca de uma semana das eleições parlamentares israelenses, marcadas para 27 de outubro, e pouco antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em 3 de novembro. Fontes ouvidas pelo Axios apontam que, embora autoridades americanas e israelenses tenham minimizado a operação como rotineira, o movimento poderia ter gerado um erro de cálculo capaz de reacender a guerra. Algumas fontes americanas relataram a impressão de que Israel esperava que o Irã disparasse contra as aeronaves, o que serviria de justificativa para lançar ataques em retaliação. A Fox News também noticiou a realização do exercício.
O tema foi discutido entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Donald Trump no início de outubro. Netanyahu teria alertado que dados de inteligência apontavam o Irã reconstruindo seu programa nuclear — o principal motivo do início da guerra. Trump inicialmente mostrou-se inclinado a autorizar novos ataques, mas decidiu não fazê-lo antes das eleições americanas. O presidente declarou publicamente que não atacará o Irã até as votações e previu que o conflito no Oriente Médio terá desfecho logo em seguida. A navegação no Estreito de Ormuz segue restrita, mantendo pressão sobre os preços globais de combustível.
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, estabeleceu diretriz clara: não permitirá qualquer ação militar injustificada que possa comprometer as eleições parlamentares de 27 de outubro. A determinação reforça a tensão interna e externa em torno das demonstrações de força na região. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com cautela os movimentos aéreos e diplomáticos, ciente de que qualquer incidente mal interpretado pode escalar rapidamente e alterar o cenário de segurança no Oriente Médio.
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