Manifestacao em Londres contra imigracao ilegal e chamada de maior da historia
gazetadevarginhasi
14 de set.
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Divulgação - Foto: TAYFUN SALCI/EFE/EPA
Mais de 100 mil marcham em Londres contra imigracao ilegal em onda patriotica.
Neste sabado (13), Londres viveu um dos maiores protestos dos ultimos anos. Mais de 100 mil britanicos, segundo a Policia Metropolitana, tomaram as ruas em um ato contra a imigracao ilegal, convocado pelo ativista conservador Tomy Robinson sob o lema Unite the Kingdom.
Com bandeiras da Union Jack e da Cruz de Sao Jorge, os manifestantes marcharam do sul da capital ate a regiao governamental. Em video publicado no X, Robinson afirmou que “a revolucao comecou” no Reino Unido, classificando a mobilizacao como “a maior manifestacao da historia britanica”.
Robert Jenrick, parlamentar do Partido Conservador, defendeu o movimento em curso no Reino Unido e criticou as medidas adotadas por gestões trabalhistas.
“Enquanto conselhos que odeiam a Grã-Bretanha retiram nossas próprias bandeiras, nós as levantamos. Devemos ser um só país, sob a bandeira da União”, disse ele em publicação nas redes sociais.
O ato tambem prestou homenagens ao influenciador americano Charlie Kirk, morto nesta semana nos Estados Unidos. Participantes carregaram cruzes com seu nome, transformando o protesto em tributo.
A “onda patriotica”
O movimento que desembocou no protesto em Londres teve inicio em agosto, nos suburbios de Birmingham, espalhando bandeiras britanicas e inglesas por diversas cidades. Conhecida como Operation Raise the Colours, a acao ja arrecadou mais de 20 mil libras em doacoes para a compra de simbolos nacionais, instalados por voluntarios em postes, fachadas e passagens de pedestres.
“Não somos racistas, somos apenas orgulhosos de ser britanicos”, disseram participantes à BBC, rebatendo criticas de opositores.
A mobilizacao ganhou comparacoes com o movimento Make America Great Again (MAGA), nos Estados Unidos, que reacendeu o patriotismo americano sob a bandeira nacional.
Controversias e politica
O clima de afirmacao patriotica cresceu apos um episodio em julho, quando a estudante Courtney Wright, de 12 anos, foi retirada de uma escola em Rugby por usar um vestido das Spice Girls estampado com a Union Jack. O caso gerou repercussao nacional e pedidos de desculpa da instituicao.
A multiplicacao das bandeiras e protestos tambem incendiou o debate politico. Conselhos municipais controlados pelo Partido Trabalhista determinaram a retirada de simbolos em algumas cidades, citando seguranca viaria. A medida foi duramente criticada por conservadores.
“Enquanto conselhos que odeiam a Gra-Bretanha retiram nossas proprias bandeiras, nos as levantamos”, declarou Robert Jenrick, parlamentar conservador. Ja Nigel Farage, do Reform UK, afirmou que “as bandeiras da Union Jack e da Cruz de Sao Jorge devem e irao tremular por todo o pais”.
O primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer, por sua vez, reconheceu as bandeiras como “simbolos legitimos da heranca britanica”, mas alertou para tentativas de exploracao politica do patriotismo.
Para analistas como Brendan O’Neill e Matthew Goodwin, a onda patriotica expressa uma resposta popular contra elites que negligenciam o orgulho nacional e um ato de resistencia diante da imigracao em massa.
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