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Marinha revela esquadrão de drones e armamentos modernos para reforçar segurança e ações em desastres

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Marinha revela esquadrão de drones e armamentos modernos para reforçar segurança e ações em desastres
Divulgação/AgBrasil
Fuzileiros Navais apresentam drones, blindados e novos mísseis para defesa e apoio em desastres.

O Corpo de Fuzileiros Navais apresentou nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, novas tecnologias incorporadas ao patrimônio da tropa com o objetivo de modernizar as capacidades de defesa do país e ampliar a atuação em situações de emergência e desastres naturais.

Entre as principais novidades está a criação do Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, recentemente ativado pela Marinha do Brasil. Para compor a nova unidade, foram adquiridos drones de quatro hélices equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais, capazes de realizar missões de vigilância, identificação de alvos e até localização de vítimas em cenários de desastres.

Alguns desses equipamentos também possuem capacidade de transportar projetéis para ataques contra pequenos alvos. Outro modelo apresentado foi o drone de asa fixa, popularmente chamado de “kamikaze”, que pode ser lançado com explosivos para atingir alvos maiores.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, o almirante Carlos Chagas, a criação do esquadrão representa um passo importante para acompanhar as evoluções tecnológicas observadas nas forças armadas de diversos países, especialmente diante dos conflitos recentes ao redor do mundo.
De acordo com o comandante, ainda neste mês de março será inaugurada, também no Rio de Janeiro, uma nova escola destinada à formação de militares especializados na operação de drones.

Durante a apresentação, o almirante destacou a importância estratégica da área marítima para o Brasil. “O Brasil tem 7,5 mil quilômetros de litoral, uma quantidade de riqueza gigantesca. A maior parte da população vive no litoral, 95% do nosso petróleo sai do litoral. Das nossas exportações, 97% chegam pelo mar”.

Ele também ressaltou a relevância das comunicações submarinas para o país. “E ainda tem uma parte que muita gente não sabe. As pessoas acham que a comunicação é feita principalmente por satélites, mas não é. A grande maioria da comunicação do país é feita por cabos submarinos que saem daqui e nos ligam a outros países”.

Além dos drones, a corporação apresentou novos veículos blindados de desembarque litorâneo desenvolvidos no Brasil. As embarcações podem atingir velocidades de até 74 km/h e transportar até 13 militares. Equipadas com metralhadoras, radares e câmeras termais, elas também são compactas o suficiente para operar em áreas com pouca infraestrutura e até serem transportadas por aeronaves.

Segundo o almirante Carlos Chagas, essas tecnologias também ampliam a capacidade de atuação dos fuzileiros em situações de calamidade pública. “A logística militar se assemelha muito à logística de resposta de desastres. E como é necessário fazer uma grande mobilização, essa semelhança logística é importante”.

Ele explicou ainda que parte dos equipamentos adquiridos possui uso duplo, podendo ser utilizada tanto em operações militares quanto em ações humanitárias. Veículos anfíbios, por exemplo, podem acessar áreas alagadas para resgate de pessoas ou transporte de alimentos e suprimentos.

Entre os novos armamentos apresentados está o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, capaz de atingir alvos a até 70 quilômetros de distância e alcançar velocidades de até 1.000 km/h em voo rasante, dificultando a detecção por radares inimigos.

Outro sistema de armamento, também de fabricação nacional, possui alcance de até três quilômetros e é guiado a laser, permitindo atingir embarcações e até helicópteros com grande precisão, além de perfurar blindagens de até 80 centímetros.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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