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PF revela milícia privada de Daniel Vorcaro e cumpre prisões e bloqueio de R$ 22 bilhões

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
PF revela milícia privada de Daniel Vorcaro e cumpre prisões e bloqueio de R$ 22 bilhões
Divulgação
PF descobre “milícia privada” de Daniel Vorcaro e realiza prisões na 3ª fase da Operação Compliance Zero.

A Polícia Federal revelou nesta semana a existência de uma estrutura criminosa organizada pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, destinada a monitorar, intimidar e ameaçar adversários empresariais, autoridades, ex-funcionários e jornalistas. A ação faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

Além de Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel foi preso, bem como o policial federal Marilson Roseno e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que tentou suicídio horas após a prisão e sofreu morte cerebral. Os investigados integravam um grupo estruturado, dividido em núcleos de atuação, incluindo um responsável por intimidação e obstrução de justiça.

Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, além de ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado.

No celular de Vorcaro, investigadores encontraram um grupo chamado “A Turma”, que tinha atuação organizada em quatro núcleos, com atividades de monitoramento e ameaças a pessoas contrárias aos interesses do ex-banqueiro. O STF identificou indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional, administração pública, organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

A Polícia Federal destacou a necessidade da prisão preventiva de Vorcaro devido à sua periculosidade, à atuação do grupo e à ameaça à integridade física de terceiros. Segundo a investigação, Vorcaro mantinha contato com dois servidores do Banco Central — Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana — que forneciam informações privilegiadas, atuando como “consultores” do ex-banqueiro.
O julgamento da decisão de Mendonça está previsto para 13 de março pela Segunda Turma do STF, composta por Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e Dias Toffoli. A relatoria foi deixada por Toffoli após constar seu nome em relatórios da PF, e ainda não se confirmou se ele participará do julgamento.

A investigação também identificou ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em conta vinculada ao pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, na empresa Reag, enquanto o Banco Master enfrentava liquidação extrajudicial com rombo bilionário de quase R$ 40 bilhões.

Vorcaro havia sido preso pela primeira vez em novembro de 2025, no aeroporto de Guarulhos, tentando fugir do país rumo a Malta.

A defesa do ex-banqueiro negou as acusações e afirmou que Vorcaro “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”, confiando no esclarecimento completo dos fatos. A defesa de Zettel informou que ele se apresentou à Polícia Federal e está à disposição das autoridades.
Fonte: Correio Braziliense

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Gazeta de Varginha

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