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Mary Hellen, brasileira presa por tráfico de drogas na Tailândia, volta ao Brasil após cumprir pena

há 1 hora
3 min de leitura
Reprodução Redes Sociais
Reprodução Redes Sociais


Mary Hellen Coelho Silva, brasileira natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, voltou ao Brasil após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia. A informação foi confirmada pela advogada Kaelly Cavoli Moreira, responsável pelo caso. A data exata do retorno não foi divulgada.

Após passar anos no sistema prisional tailandês, Mary Hellen está tentando recomeçar a vida ao lado da família. Durante o período em que permaneceu presa no exterior, ela perdeu a mãe e o avô, segundo informações da defesa.

A advogada afirmou que a equipe jurídica prestou apoio à brasileira durante o cumprimento da pena, mas relatou dificuldades no relacionamento com a Embaixada do Brasil na Tailândia. Segundo Kaelly, os obstáculos teriam prejudicado o acesso à presa e a obtenção de informações sobre sua situação.

Em manifestação anterior, a defesa afirmou que o contato com Mary Hellen era praticamente inexistente desde o início de 2026. Até então, a comunicação com a brasileira ocorria por chamadas de vídeo intermediadas pela representação diplomática brasileira, mas esse suporte teria sido interrompido.

A advogada também apontou dificuldades relacionadas à barreira do idioma, às diferenças entre os sistemas jurídicos brasileiro e tailandês e ao fuso horário. Diante da situação, os familiares e a equipe jurídica procuravam alternativas para acompanhar a fase final do cumprimento da sentença, incluindo a possibilidade de contratar um advogado que atuasse diretamente na Tailândia.

O Ministério das Relações Exteriores informou que tomou conhecimento do caso em 2022, por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok, e que prestou assistência consular à brasileira. Segundo o Itamaraty, o acompanhamento incluiu visitas periódicas, oferta de auxílio material quando necessário e contato com autoridades prisionais para acompanhar a situação de Mary Hellen.

A pasta também afirmou que a assistência consular segue as normas nacionais e internacionais aplicáveis. Em razão das regras de privacidade, o ministério não divulga informações pessoais de cidadãos atendidos nem fornece detalhes específicos sobre os serviços prestados em cada caso.

Redução da pena permitiu o retorno ao Brasil
Em abril de 2026, a defesa informou que Mary Hellen havia conseguido uma redução significativa da pena em razão do bom comportamento no sistema prisional tailandês. Também havia um pedido protocolado em dezembro de 2025 cuja análise era aguardada pelos advogados.

Segundo Kaelly, a brasileira foi beneficiada pelo chamado Perdão Real em relação à multa, além de outras medidas que contribuíram para diminuir o período de cumprimento da sentença. Na ocasião, a expectativa era de que ela concluísse a pena no primeiro semestre de 2026.

Prisão ocorreu em aeroporto de Bangkok
Mary Hellen foi presa em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, junto de outro brasileiro. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o grupo transportava nove quilos de cocaína escondidos em compartimentos ocultos de três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros seis quilos da droga.

Em 8 de maio de 2022, a Justiça tailandesa condenou Mary Hellen a nove anos e seis meses de prisão. A pena foi dividida em dois anos por um crime civil e sete anos e seis meses por um crime penal. A sentença foi divulgada no Brasil em 11 de maio daquele ano.

O advogado Telêmaco Marrace, que atuava no caso na época, informou que Mary Hellen havia se declarado culpada perante a Justiça tailandesa. Segundo ele, a brasileira admitiu ter entrado no país com drogas e afirmou ter atuado como “mula” do tráfico. Anteriormente, os advogados sustentavam que ela não sabia que havia entorpecentes escondidos na mala.

Posteriormente, a defesa informou que Mary Hellen também recebeu benefícios relacionados à multa aplicada na condenação civil, fixada em 750 mil bahts, valor equivalente a aproximadamente R$ 105 mil na cotação da época.

Após concluir o cumprimento da pena e retornar ao Brasil, Mary Hellen agora tenta reconstruir a vida junto dos familiares, depois de permanecer anos presa na Tailândia.

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