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MEC pune 93 cursos de medicina por baixo desempenho no Enamed

  • 18 de mar.
  • 2 min de leitura
MEC pune 93 cursos de medicina por baixo desempenho no Enamed
Divulgação
MEC aplica sanções a 93 cursos de medicina por baixo desempenho no Enamed.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira (18/3) uma lista com 93 cursos de medicina que terão sanções devido ao baixo desempenho de seus alunos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Destas instituições, 51 enfrentarão medidas rigorosas, que incluem proibição de vestibular ou redução de 25% a 50% das vagas disponíveis para novos estudantes.

O Enamed substituiu o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para o curso de Medicina e avalia os estudantes em uma escala de um a cinco. As notas um e dois são consideradas insuficientes. Segundo os resultados divulgados em janeiro pelo MEC, cerca de um terço dos cursos de medicina do país apresentaram desempenho precário.

Classificação das instituições e sanções
O MEC dividiu as universidades em quatro grupos de acordo com o nível de habilitação e o percentual de estudantes proficientes:
  • Grupo 1: instituições com conceito 1 e menos de 30% de concluintes proficientes. Elas não poderão receber novos alunos, abrir novas vagas nem firmar contratos do Fies, além de estarem sujeitas à suspensão de participação em programas como Prouni. Entre elas estão a Universidade Estácio de Sá, Unilago, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade Metropolitana (Unnesa) e Centro Universitário Alfredo Nasser.
  • Grupo 2: universidades com conceito 1 e índice de estudantes proficientes entre 30% e 40%. Terão de reduzir 50% das vagas no vestibular e estão impedidas de aumentar o número de vagas ou firmar novos contratos do Fies. Estão nesta lista, por exemplo, o Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (Unipac), Universidade Brasil, Universidade do Contestado e Universidade Nilton Lins.
  • Grupo 3: instituições com conceito 2 e entre 40% e 50% de concluintes proficientes. Elas terão redução de 25% das vagas e restrições em programas do governo. Entre elas estão a Universidade Anhembi Morumbi, Afya Universidade Unigranrio, Faculdade de Medicina de Olinda, Centro Universitário Maurício de Nassau e Afya Faculdades de Ciências Médicas da Paraíba.
  • Grupo 4: universidades com conceito 2 e 50% a 60% de concluintes proficientes. Essas instituições, que somam 42 cursos, ficarão sob supervisão do MEC, sem sanções imediatas. Entre elas estão a Faculdade de Medicina de Barbacena, Universidade Nove de Julho (São Bernardo do Campo e Osasco), Universidade de Itaúna, Centro Universitário UNIME, Afya Centro Universitário de Araguaína e Faculdade Pitágoras de Medicina de Eunápolis.

Preocupação do setor
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) manifestou preocupação quanto às sanções. Em nota, a entidade apontou que a medida pode desequilibrar o sistema regulatório e afetar a confiança entre governo e instituições.

“Quando não há clareza nos critérios e se prioriza apenas a punição, perde-se a capacidade de promover a melhoria efetiva do ensino superior”, afirmou o diretor-presidente da ABMES, Janguiê Diniz.

O MEC ressalta que as medidas têm como objetivo incentivar a melhoria da qualidade do ensino médico e garantir que os profissionais formados atendam aos padrões exigidos.
Fonte: CorreioBraziliense

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Gazeta de Varginha

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