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Mestre de torra da Epamig vence Campeonato Brasileiro em Varginha e garante vaga no Mundial

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O mestre de torra da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Fábio Milan Pereira, conquistou recentemente o título do Campeonato Brasileiro de Torra 2026. A prestigiada competição nacional, organizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), foi realizada entre os dias 6 e 8 de maio, nas dependências do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha, no Sul de Minas.
Na avaliação rigorosa dos jurados, o profissional da Epamig se destacou por entregar o café especial com o melhor perfil sensorial do torneio, além de demonstrar extrema precisão ao se manter fiel ao plano de torra previamente apresentado. Com a vitória garantida no solo sul-mineiro, o especialista assegurou sua vaga para representar o Brasil no World Coffee Roasting Championship 2026, o campeonato mundial da categoria, que está agendado para o mês de junho em Bruxelas, na Bélgica.
O jovem campeão expressou grande entusiasmo com a oportunidade de levar o nome da Epamig, do Núcleo de Estudos em Qualidade e Indústria do Café (Nequali) do Instituto Federal de Machado (IF) — do qual é integrante —, de sua cidade natal, Machado, e de toda a cafeicultura do país para o exterior. O certame nacional foi apenas o segundo torneio da trajetória de Fábio que, no final do mês de abril, já havia alcançado a segunda colocação no Campeonato Regional disputado em Andradas. Aos 21 anos, Fábio Milan concilia a rotina profissional com a graduação em Agronomia no IF Machado. Ele atua na Epamig há quase três anos, sendo o profissional encarregado por todo o processo de torra do café colhido no Campo Experimental do município e, eventualmente, em outras frentes da empresa de pesquisa. Embora pertença a uma família tradicionalmente ligada à cafeicultura, a princípio ele planejava seguir carreira em medicina veterinária. Seu contato definitivo com o universo da qualidade do grão e com a pós-colheita surgiu ao ingressar em grupos de estudos durante o curso técnico em Agropecuária, o que acabou mudando seus rumos profissionais.
O especialista explica que a atividade de um mestre de torra demanda profundo domínio técnico do maquinário e capacidade apurada para interpretar as características intrínsecas de cada grão, visando extrair o máximo potencial de qualidade na xícara. O processo exige o estudo detalhado da origem do café, considerando fatores como o local de cultivo e as técnicas de pós-colheita, controlando variáveis físicas e sensoriais nos torradores que envolvem o fluxo de ar, a fonte de energia e os ajustes do tambor.
O planejamento elaborado para a torra engloba estimativas detalhadas como a temperatura de entrada e saída do grão, rendimento, coloração, além de aspectos sensoriais complexos que incluem o nível de doçura, acidez e o tempo de retrogosto. Para estruturar a estratégia ideal em um concurso, o profissional pontua que é fundamental provar o lote previamente a fim de identificar suas notas básicas e traçar o perfil exato a ser executado.
Os cafés de categoria gourmet produzidos pela instituição são comercializados em empórios próprios localizados nas cidades de Belo Horizonte e Juiz de Fora. Além da venda direta, o produto atende às demandas institucionais de diversos órgãos públicos e entidades do estado, bem como de escritórios regionais da Emater-MG e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Fonte: Portal MG

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Gazeta de Varginha

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