top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

‘Meu filho não é um monstro’, diz avó de homem que esfaqueou sobrinho em Ribeirão das Neves

  • gazetadevarginhasi
  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
Segue internada em estado grave no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e sem previsão de alta, a criança de 11 anos que foi esfaqueada pelo próprio tio enquanto dormia, no bairro Nápoli, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana da capital mineira. O caso ocorreu na última semana e é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
O suspeito do ataque, um homem de 36 anos, após ferir o sobrinho, também se automutilou com duas facadas — uma na região do abdômen e outra próxima ao pulmão. Ele foi socorrido e permanece internado no Hospital São Judas Tadeu, sob escolta policial.
A mãe do suspeito e avó da criança, de 55 anos, afirmou que o filho teria sofrido um surto psicótico. Segundo ela, na quinta-feira (8), dias antes do crime, o homem passou mal, recebeu atendimento médico, foi medicado e liberado, retornando para casa com atestado.
Preocupada com o estado de saúde do filho, a mulher pediu que ele permanecesse em sua residência para não ficar sozinho. Conforme relatado, na sexta-feira (9), o comportamento do homem começou a mudar de forma perceptível. Ele passou a afirmar que estava sendo perseguido e demonstrava atitudes desconexas, conversando com portas e janelas como se houvesse outras pessoas no local.
De acordo com a avó, a situação se agravou ao longo da noite e da madrugada. Ela contou que conseguiu convencer o filho a se deitar por volta das 5h da manhã. Pouco tempo depois, acordou com a filha socorrendo o neto, já ferido. Ainda segundo ela, o homem não teria compreendido que havia atacado o próprio sobrinho.
A avó relatou que acompanhou o neto na ambulância até o hospital, enquanto o filho também era encaminhado para atendimento médico, ferido e ensanguentado. “Doer no coração foi ter que registrar o boletim de ocorrência contra meu próprio filho”, disse.
Questionada sobre um possível histórico de problemas semelhantes, ela afirmou que a família mantinha uma rotina normal e que não percebia sinais anteriores. “Ele é um rapaz bom, trabalhador. Meu filho não é um monstro. Ele viveu um surto psicótico”, declarou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do ataque e aguarda laudos médicos para auxiliar no andamento do inquérito.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page