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Minas Gerais confirma 29 casos de febre maculosa e quatro mortes

  • Foto do escritor: Elisa Ribeiro
    Elisa Ribeiro
  • 2 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte:O Tempo
fonte:O Tempo
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, em boletim divulgado no dia 1º de outubro, quatro mortes por febre maculosa no estado. A doença, considerada grave, é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida ao ser humano pela picada de carrapatos infectados, como o carrapato-estrela.
De acordo com o levantamento, 29 casos da doença foram confirmados em 2025, além de outros 13 que ainda estão em investigação. Os óbitos ocorreram em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte: dois em Caeté, um em Matozinhos e um em Pedro Leopoldo. A taxa de letalidade no estado é de 13,7%.
A SES-MG informou que realiza monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados, capacitação de profissionais de saúde, além de apoiar municípios nas ações de vigilância e educação em saúde.
Medidas de prevençãoA principal forma de prevenção é evitar o contato com carrapatos. A pasta recomenda o uso de roupas claras e de mangas compridas, calçados fechados e meias de cano alto em áreas de risco, além da aplicação de repelentes à base de icaridina. Também orienta a capina e limpeza regular de quintais e terrenos, e o uso de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme indicação veterinária.
Situação em CaetéO município de Caeté, na Região Metropolitana, decretou emergência em saúde pública no dia 16 de setembro e suspendeu as aulas entre 1º e 6 de outubro, incluindo dois sábados letivos (20/9 e 4/10), devido ao aumento de casos. Até o último balanço da prefeitura, a cidade contabilizava 31 notificações: 10 em investigação, 14 em tratamento, cinco descartadas, duas confirmadas e duas que evoluíram para óbito.
A doençaEndêmica em Minas Gerais, a febre maculosa ocorre com maior frequência durante o período de seca, entre abril e outubro, mas pode ser registrada em qualquer época do ano. O carrapato-estrela se infecta ao se alimentar do sangue de animais portadores da bactéria, como capivaras, e pode transmiti-la ao ser humano.
O período de incubação varia de 2 a 14 dias após a picada. Sem tratamento adequado, a evolução da doença pode ser rápida e levar ao óbito.
Sintomas mais comuns
  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas, vômitos e dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Dores musculares persistentes;
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e solas dos pés;
  • Manchas vermelhas nos punhos e tornozelos, que podem se espalhar para braços, palmas das mãos e plantas dos pés.
Cuidados de proteção
  • Utilizar repelentes à base de icaridina;
  • Vestir roupas claras e compridas, calçados fechados e meias longas;
  • Usar equipamentos de proteção individual em áreas de risco;
  • Examinar o corpo com frequência e remover os carrapatos com pinça, sem esmagá-los;
  • Manter terrenos, pastos e áreas públicas limpos;
  • Aplicar carrapaticidas em animais domésticos e de criação.

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Gazeta de Varginha

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