Minas Gerais não registra casos de intoxicação por metanol, mas governo reforça alerta e vigilância em todo o estado
gazetadevarginhasi
7 de out. de 2025
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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que, até o momento, não há registro de casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado. Mesmo assim, diante dos recentes episódios envolvendo bebidas adulteradas em outras partes do país, especialmente em São Paulo, o governo mineiro decidiu reforçar a vigilância em todo o território.
Como medida preventiva, a SES-MG encaminhou orientações a todas as regionais de saúde, reforçando a necessidade de notificação imediata de qualquer caso suspeito. A pasta destaca que a intoxicação por metanol pode evoluir rapidamente e causar consequências graves, como cegueira irreversível e, em casos mais severos, levar à morte.
De acordo com especialistas da secretaria, o atendimento médico nas primeiras seis horas após o surgimento dos sintomas é essencial para aumentar as chances de recuperação e evitar complicações. Por isso, qualquer pessoa que apresente sinais compatíveis com intoxicação deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Os primeiros sintomas geralmente aparecem entre 30 minutos e seis horas após o consumo da substância e incluem dor abdominal intensa, sonolência, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, falta de coordenação motora, dificuldade para caminhar, taquicardia e queda da pressão arterial. Já entre seis e 24 horas após a ingestão, os sinais podem se agravar, com o surgimento de visão turva ou embaçada, sensibilidade à luz, pupilas dilatadas, perda da visão das cores, convulsões e até mesmo coma.
Embora os sintomas possam ser confundidos inicialmente com os de uma ressaca comum, a progressão acelerada do quadro clínico é um dos principais indicativos de intoxicação por metanol, exigindo atenção redobrada de familiares e profissionais da saúde.
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