Minas Gerais registra 22 mortes por dengue em pouco mais de uma semana
- 9 de mai. de 2023
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Em epidemia por arboviroses, Minas Gerais registrou mais 22 mortes por dengue no período de 11 dias, entre o último dia 24 de abril e a última sexta-feira (5). Agora, o Estado tem 71 óbitos relacionados à doença neste ano, enquanto ainda investiga outras 115 mortes.
Os casos também não param de crescer. No período de 11 dias, foram 27.055 novos diagnósticos por dengue, uma média de 2,459 novos resultados positivos por dia, o equivalente a 102 por hora. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), são mais de 280 mil casos prováveis, que são aqueles notificados e que não foram descartados.
Em relação à chikungunya, as mortes se estabilizaram em 15, enquanto os casos tiveram ligeiro aumento. Passaram de 24.797 no dia 24 de abril para 25.236 no final desta semana. O Estado investiga 18 óbitos por essa doença.
Os números de zika vírus não apresentaram alterações. São 24 casos confirmados e outros 239 prováveis. Não há mortes por essa doença.
Montes Claros, no Norte de Minas, segue como o município com mais casos de dengue, chikungunya e zika vírus. Foi lá, também onde o Estado registrou mais óbitos por chikungunya, com quatro vítimas. João Pinheiro, Passos e Uberlândia registraram, cada, seis mortes por dengue.
Cuidados
Eliminar água armazenada em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção é a melhor forma de evitar a proliferação do Aedes aegypti;
Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d'água, poços, cacimbas, tambores de água ou tonéis, cisternas, jarras e filtros;
Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Coloque areia fina até a borda do pratinho;
Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas;
Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc.) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo;
Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, caso precise mantê-los, guarde em local coberto;
Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechado. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana;
Retire sempre a água acumulada da bandeja externa da geladeira e lave com água e sabão;
Sempre que for trocar o garrafão de água mineral, lave bem o suporte no qual a água fica acumulada;
Mantenha sempre limpo: lagos, cascatas e espelhos d'água decorativos. Crie peixes nesses locais, eles se alimentam das larvas dos mosquitos;
Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana;
Limpe frequentemente as calhas e a laje das casas, coloque areia nos cacos de vidro no muro que possam acumular água;
Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e limpe-a uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos;
Mantenha o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas.
Não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças;
Permita sempre o acesso do agente de controle de zoonoses em residência ou estabelecimento comercial.







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