Minas Gerais registra novas descobertas de terras raras com altos teores em projeto mineral
há 58 minutos
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Foto: Darla Sondrol/GeoDIL – Wikimedia Commons.
A mineradora Power Minerals anunciou novos resultados de sondagens no projeto de terras raras Morro do Ferro, localizado no Sul de Minas Gerais. As análises identificaram concentrações elevadas de minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética, ampliando as informações sobre o potencial mineral da região.
O principal resultado foi registrado na sondagem MFSR-055, que identificou 91 metros de mineralização com teor médio de 7,7% de óxidos totais de terras raras (TREO), desde a superfície. Desse total, 1,4% corresponde a óxidos de terras raras magnéticas (MREO), grupo de materiais utilizados na fabricação de ímãs de alto desempenho.
Dentro do intervalo analisado, os pesquisadores encontraram uma seção de 62 metros com concentração de 11,1% de TREO, além de um trecho de 23,1 metros com teor de 17,5%, identificado a partir de 13 metros de profundidade.
Uma das amostras, coletada entre 25 e 27 metros de profundidade, apresentou concentração de 22,6% de óxidos totais de terras raras, o segundo maior resultado individual já registrado no projeto. Outra amostra, também de dois metros, atingiu 22,4%, estabelecendo a terceira maior concentração identificada até o momento.
Os resultados indicam, segundo a companhia, que a mineralização se estende tanto em profundidade quanto na direção sudeste da área estudada, reforçando as interpretações geológicas utilizadas nas atividades de exploração.
Projeto apresenta potencial de até 10,7 milhões de toneladas
Com base nas informações reunidas até o momento, a Power Minerals trabalha com um alvo de exploração estimado entre 9,2 milhões e 10,7 milhões de toneladas de material mineralizado.
As projeções consideram teores de 7,8% a 9,2% de óxidos totais de terras raras, além de concentrações entre 1,3% e 1,6% de óxidos de terras raras magnéticas.
Apesar dos números expressivos, a própria companhia ressalta que essas estimativas representam um alvo de exploração, e não uma reserva comprovada ou um recurso mineral formalmente definido. Para estabelecer a quantidade efetivamente disponível e avaliar as condições de aproveitamento econômico, ainda serão necessárias novas sondagens, análises e estudos técnicos.
O diretor-presidente da Power Minerals, Alistair Stephens, afirmou que os resultados mais recentes reforçam a presença de mineralização com altos teores no projeto e contribuem para compreender sua continuidade entre diferentes pontos de perfuração.
Segundo o executivo, as informações obtidas serão utilizadas na preparação da primeira estimativa de recursos minerais do Morro do Ferro.
Até o momento, a empresa divulgou resultados de seis sondagens, identificadas de MFSR-051 a MFSR-056, todas apresentando intervalos expressivos de mineralização iniciados na superfície.
Terras raras são consideradas estratégicas para a indústria
O avanço das pesquisas ocorre em um cenário de crescente interesse internacional por minerais de terras raras, utilizados em diferentes aplicações industriais e tecnológicas.
Entre os principais elementos desse grupo estão o neodímio, o praseodímio, o térbio e o disprósio, empregados na produção de ímãs permanentes de alto desempenho.
Esses componentes são utilizados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e diferentes tecnologias industriais.
A importância estratégica desses minerais está relacionada à necessidade de diversificação das cadeias internacionais de fornecimento e à expansão de tecnologias que dependem de materiais magnéticos especializados.
Nesse contexto, projetos de exploração em Minas Gerais passaram a integrar as discussões sobre o potencial brasileiro de participação no mercado internacional de minerais críticos.
Entretanto, a identificação de concentrações elevadas não garante, por si só, a viabilidade de uma futura operação comercial. O desenvolvimento de uma mina depende de fatores como volume de recursos comprovados, capacidade de processamento, custos operacionais, licenciamento ambiental e condições de mercado.
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