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Minas lidera ranking de ocupação urbana em encostas íngremes no Brasil

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Minas lidera ranking de ocupação urbana em encostas íngremes no Brasil
Divulgação AgBrasil/Foto: Rovena Rosa
Minas Gerais lidera área urbana em encostas íngremes no país, aponta MapBiomas.

Minas Gerais é o estado brasileiro com a maior área urbanizada em locais de alta declividade, ou seja, em encostas íngremes que oferecem maior risco de deslizamentos. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo MapBiomas, no Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil.

No estado, quase 14,5 mil hectares estão ocupados por moradias em áreas consideradas de risco. Cada hectare corresponde a 10 mil metros quadrados — área superior à de um campo de futebol profissional.

Além de Minas, os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina também apresentam grandes extensões urbanizadas em terrenos inclinados, com mais de 8,5 mil ha, 8,1 mil ha e 3,7 mil ha, respectivamente.

Juiz de Fora entre as cidades com maior risco
Município mais atingido pelas chuvas recentes na Zona da Mata, Juiz de Fora é a terceira cidade brasileira com maior área urbanizada em declive. Em 2024, o município contabilizou 1.256 hectares construídos em áreas com maior probabilidade de deslizamentos.

As capitais Rio de Janeiro, com 1,7 mil hectares, e São Paulo, com 1,5 mil hectares, ocupam o primeiro e o segundo lugar no ranking nacional.

Crescimento acelerado em áreas de risco
O levantamento, que analisa a ocupação urbana nos últimos 40 anos, revela que a expansão em áreas de risco ocorreu em ritmo superior ao da urbanização total do país.

Entre 1985 e 2024, a área urbanizada no Brasil passou de 1,8 milhão para 4,5 milhões de hectares — um crescimento médio anual de 70 mil hectares. Já as áreas construídas em terrenos com declividade acentuada saltaram de 14 mil hectares, em 1985, para 43,4 mil hectares, em 2024 — mais que o triplo no período.

Para a coordenadora do estudo, Mayumi Hirye, o cenário de mudanças climáticas intensifica os riscos. “Afetam a todos, mas, em especial, incidem de forma mais dramática em áreas mais sensíveis e vulneráveis, cuja ocupação tem acontecido de forma mais acelerada do que o ritmo da urbanização total”, destacou.

Risco também em áreas de drenagem
O estudo aponta ainda que 1,2 milhão de hectares de áreas urbanas no país apresentam maior risco de inundação por estarem próximos a rios e córregos, regiões responsáveis pela drenagem natural das cidades.

Em 2024, o Rio de Janeiro liderava nesse tipo de exposição, com 108,2 mil hectares urbanizados próximos a áreas de drenagem natural. Já em Rondônia, a ocupação nessas áreas mais que dobrou em quatro décadas, passando de 7,3 mil hectares, em 1985, para 18,8 mil hectares, em 2024.

Segundo o engenheiro ambiental do MapBiomas, Edmilson Rodrigues, as cidades historicamente se formaram próximas a corpos d’água, mas os eventos extremos intensificados pelas mudanças climáticas ampliam os riscos. “É importante monitorar a expansão de áreas urbanizadas em margens fluviais, buscando conservar o ambiente e a qualidade de vida da população”, concluiu.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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