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Ministério Público recorre contra absolvição de réus por abuso de adolescente de 12 anos

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Ministério Público recorre contra absolvição de réus por abuso de adolescente de 12 anos
Divulgação
MPMG recorre para restabelecer condenação de réus por estupro de adolescente no Triângulo Mineiro.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) interpôs embargos de declaração contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que absolveu um homem, de 35 anos, e a mãe de uma adolescente de 12 anos à época dos fatos, acusados de estupro de vulnerável. O recurso busca restabelecer a condenação de primeira instância, que previa pena de nove anos e quatro meses de reclusão para cada um dos réus.

Segundo o MPMG, a absolvição incorreu em erro ao aceitar a tese de "constituição de núcleo familiar", utilizada para afastar a tipificação do crime. A procuradoria ressaltou que o ordenamento jurídico brasileiro proíbe união ou casamento de menores de 16 anos e que o breve período de convivência sob o mesmo teto não configura união estável.

A dinâmica do caso foi classificada pelo MPMG como grooming, prática em que o adulto constrói laços de confiança com a criança e a família, oferecendo presentes ou suporte financeiro para obter gratificação sexual. A percepção da vítima, que chamava o réu de “marido”, não teria validade jurídica, pois a adolescente não possuía discernimento para compreender as implicações de um matrimônio.

O recurso cita ainda a Súmula 593 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que o crime de estupro de vulnerável ocorre independentemente do consentimento da vítima ou do relacionamento amoroso. Além disso, o réu possui antecedentes criminais por homicídio e tráfico de drogas e foi flagrado consumindo álcool e drogas com a menor.

Em entrevista coletiva, o procurador de Justiça André Ubaldino e a promotora Graciele Ribeiro de Almeida, coordenadores da PJTS e do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CAO-DCA), detalharam a interposição dos embargos e destacaram a gravidade do caso.

O MPMG reforça a importância da denúncia de casos semelhantes, garantindo sigilo pelo telefone 127, pelo site oficial da instituição ou presencialmente nas promotorias de Justiça. Para mulheres, está disponível a Ouvidoria das Mulheres pelo WhatsApp (31) 97336-1135, e vítimas de crimes sexuais podem buscar atendimento no Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian, pelo telefone (31) 3313-1726 ou e-mail casalilian@mpmg.mp.br.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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