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MP denuncia jovem por omissão de socorro após abandono de amigo no Pico Paraná

  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou, nesta quinta-feira (15), denúncia contra Thayane Smith pelo crime de omissão de socorro. Ela é acusada de abandonar o amigo, Roberto Farias Thomaz, durante uma trilha no Pico Paraná, a montanha mais alta da região Sul do Brasil. Segundo a Promotoria, a jovem agiu com dolo, ou seja, com intenção, ao deixar a vítima em situação de risco extremo.
De acordo com a denúncia, Thayane tinha plena consciência do estado de debilidade física de Roberto e dos perigos do terreno, mas ainda assim optou por seguir o percurso sozinha. O MP destaca que a denunciada priorizou o próprio bem-estar físico, mesmo após ser alertada por outros montanhistas sobre os riscos envolvidos.
As investigações apontam que Roberto passou mal diversas vezes ainda durante a subida, apresentando sinais de fraqueza, dificuldade de locomoção e vômitos. Mesmo diante desse quadro, ele acabou sendo deixado para trás em um trecho perigoso da trilha.
O desfecho ocorreu apenas no dia 5 de janeiro, quando Roberto conseguiu, por conta própria, chegar até uma fazenda localizada na região de Cacatu, em Antonina, após caminhar mais de 20 quilômetros em condições adversas. O jovem apresentava escoriações e hematomas pelo corpo, além de sinais evidentes de exaustão.
Com a formalização da denúncia, caberá agora ao Judiciário decidir se Thayane Smith se tornará ré no processo. O crime de omissão de socorro, previsto no Código Penal, pode resultar em pena de detenção ou multa, com agravamento em caso de lesão grave ou morte.
O Ministério Público propôs um acordo que prevê o pagamento de indenização à vítima, ressarcimento ao Corpo de Bombeiros pelos custos das buscas e prestação de serviços comunitários. Entre as medidas sugeridas estão o pagamento de R$ 4.863 por danos materiais e morais, R$ 8.105 referentes às despesas da operação de resgate e três meses de serviços comunitários, com cinco horas semanais junto ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul.
O caso segue agora para análise do Juizado Especial Criminal, que irá avaliar a proposta de transação penal e os próximos passos do processo.

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Gazeta de Varginha

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