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Disputa judicial de quase R$ 500 milhões envolve banco ligado a Edir Macedo após crise do Banco Master

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma disputa judicial que envolve cerca de R$ 500 milhões atingiu o banco Digimais, instituição associada a investidores ligados ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record, em decorrência de perdas relacionadas à crise desencadeada pelo colapso do Banco Master, da gestora Reag Investimentos e do fundo Fictor.

O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio do Digimais, está cobrando judicialmente quase R$ 500 milhões da instituição financeira por prejuízos atribuídos a um fundo de investimento chamado EXP 1, um FIDC (fundo de investimento em direitos creditórios) que foi estruturado com papéis dessas empresas.

Segundo a ação, o fundo tinha cerca de 80% de participação do Digimais e 20% pertencentes a Marinho Filho, que é dono da gestora Yards Capital, responsável pela administração do veículo de investimento. O investidor afirma que os ativos que lastreavam o fundo perderam valor após a crise do Master, da Reag e da Fictor, o que teria levado às perdas agora cobradas.

O Digimais contesta a versão apresentada pelo sócio e alega que o próprio Marinho Filho teria retido cerca de R$ 88 milhões em rendimentos do fundo sem prestar contas, levando o banco a apresentar contrademanda na Justiça.

A controvérsia se deu após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025 frente a uma grave crise de liquidez e violações de normas regulatórias, o que desencadeou efeitos em outras instituições financeiras e fundos correlacionados ao grupo.

O caso agora está em curso no Judiciário, e as partes buscam a definição sobre a responsabilidade pelos prejuízos acumulados no fundo EXP 1, em um litígio que representa um dos desdobramentos financeiros do colapso do Banco Master no mercado de capitais brasileiro.

Gazeta de Varginha

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