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Papa Leão 14 se prepara para nomear novos líderes em quatro arquidioceses estratégicas do Brasil

  • há 1 hora
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Papa Leão 14 se prepara para nomear novos líderes em quatro arquidioceses estratégicas do Brasil
Divulgação
O papa Leão 14 deve, nos próximos meses, escolher novos líderes para quatro das arquidioceses mais relevantes do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Aparecida e Manaus. A coincidência no período de renúncia dos atuais arcebispos é significativa, oferecendo ao pontífice a oportunidade de imprimir sua visão na alta hierarquia da maior população católica do mundo. Especialistas destacam que estas nomeações poderão influenciar os debates e decisões da Igreja sobre os desafios contemporâneos.

Os arcebispos que hoje comandam essas dioceses atingiram a idade limite para aposentadoria compulsória, prevista no Código de Direito Canônico, que determina que bispos apresentem renúncia ao completar 75 anos. Por tradição, após a aposentadoria, passam a ser reconhecidos como eméritos de suas dioceses, mantendo status simbólico, mas sem funções executivas.

Em São Paulo, Odilo Pedro Scherer, gaúcho que lidera a arquidiocese desde 2007, atingiu o limite de idade em setembro de 2024, e, a pedido do papa Francisco, permanecerá no comando até o final de 2026. No Rio de Janeiro, Orani João Tempesta, arquidiocese desde 2009, completou 75 anos em junho passado, também prorrogado por mais dois anos. Orlando Brandes, em Aparecida, continuará na função até os 80 anos, enquanto Leonardo Ulrich Steiner, em Manaus, completou 75 anos em novembro passado.

Para especialistas, essas escolhas são estratégicas. A antropóloga Lidice Meyer destaca que a supervisão de bispos é crucial para a atuação dos padres e para o pastoreio dos fiéis, tornando as nomeações “extremamente importantes”. O teólogo Gerson Leite de Moraes ressalta que Leão 14 terá a oportunidade de agir de forma estratégica, indicando nomes que reflitam sua visão de Igreja.

A tradição também aponta que comandar essas arquidioceses pode levar à criação de cardeais, integrando o grupo mais próximo do papa e participando da eleição de futuros pontífices. Scherer chegou a ser considerado papável no conclave de 2013, Tempesta e Steiner foram elevados a cardeais pelo papa Francisco, enquanto Brandes segue uma trajetória singular, sem integrar o colégio cardinalício.

Os quatro arcebispos representam diferentes linhas pastorais: Scherer é moderado e institucional; Tempesta, conservador; Brandes, ligado à centro-esquerda pastoral; Steiner, progressista e alinhado com a visão de Francisco. Para o teólogo Raylson Araujo, esses perfis refletem diferentes formas de liderança e atenção às realidades das comunidades que comandam.

A escolha dos novos líderes é acompanhada de perto pelo núncio apostólico no Brasil, Giambattista Diquattro, e pela CNBB. Especialistas indicam que Leão 14 poderá optar entre continuidade, mantendo perfis semelhantes, ou avançar em direção a um modelo mais alinhado com sua visão pastoral, especialmente considerando os desafios distintos de cada arquidiocese, que vão de grandes centros urbanos a regiões amazônicas e polos de peregrinação.
Fonte: CorreioBraziliense

Gazeta de Varginha

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