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MPMG e forças de segurança interditam clínica clandestina com 50 internos dopados e mantidos em condições degradantes

  • gazetadevarginhasi
  • 25 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
MPMG e forças de segurança interditam clínica clandestina com 50 internos dopados e mantidos em condições degradantes
Divulgação
Em operação conjunta realizada na sexta-feira, 18 de julho, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Polícia Militar, da Vigilância Sanitária, da Assistência Social e do Samu, interditou um centro de reabilitação clandestino na zona rural do distrito de Ipoema, em Montes Claros. Três responsáveis pelo local foram presos em flagrante e levados à Delegacia de Polícia Civil de Itabira.

No local, que funcionava sem autorização dos órgãos competentes, foram encontradas cerca de 50 pessoas mantidas contra a vontade, em situação de cárcere privado e sob graves violações de direitos humanos e da legislação sanitária. Algumas vítimas dormiam em baias destinadas a animais. Internos relataram o uso forçado de um coquetel de medicamentos sedativos apelidado de “Danoninho”, que os deixava em estado de letargia. Também foram constatados sinais de abuso, negligência, intoxicação e desidratação. As famílias pagavam cerca de R$ 2 mil mensais, sem saber da realidade do local.

Durante a ação, sete pacientes foram levados com urgência ao Pronto-Socorro de Itabira. Os demais foram avaliados por equipes médicas e depois encaminhados às famílias.

O MPMG instaurou inquérito para apurar crimes como sequestro, cárcere privado, maus-tratos, exercício ilegal da medicina e associação criminosa. Também será investigada a extensão do esquema e a identificação de outros envolvidos, com objetivo de garantir justiça às vítimas e evitar novos casos.

Segundo o promotor de Justiça Bruno Oliveira Muller, “encontrar cerca de 50 pessoas em condições desumanas, dormindo em baias destinadas a animais, dopadas com medicamentos sedativos e mantidas em cárcere privado é absolutamente inaceitável”. Ele alertou as famílias sobre a importância de verificar a regularidade dos centros de tratamento antes de encaminharem seus parentes.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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