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MPMG e PCMG desmantelam grupo acusado de corrupção, fraudes e lavagem de dinheiro em Minas

  • gazetadevarginhasi
  • 4 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
MPMG e PCMG desmantelam grupo acusado de corrupção, fraudes e lavagem de dinheiro em Minas
Divulgação
Operação Guardiões de Areia investiga milícia armada e esquema de corrupção na Zona da Mata.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quinta-feira (4/9), a operação Guardiões de Areia, que apura crimes de organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, fraude à licitação, milícia privada e lavagem de dinheiro. Ao todo, 33 mandados judiciais foram cumpridos em Teixeiras, Viçosa, Ponte Nova, Rio Casca, Pedra do Anta e Belo Horizonte.

As investigações, conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Gaeco do MPMG, apontam que três investigadores da corporação teriam se associado em uma espécie de milícia armada para favorecer uma empresa de mineração em Teixeiras, recebendo vantagens ilícitas. Para ocultar os recursos, os agentes públicos criaram empresas de fachada em nome de laranjas, usadas também para oferecer segurança clandestina com uso de aparato estatal.

Um assessor parlamentar seria responsável por intermediar os pagamentos aos policiais, enquanto três empresários da região estariam à frente de um esquema de usura e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 30 milhões em cerca de cinco anos. O grupo ainda é suspeito de fraudar contratos públicos e licitações, estabelecendo um “poder paralelo” na comarca de Teixeiras, com uso de violência e intimidação.

Além dos policiais, são investigados empresários, um contador, um ex-escrivão, um profissional autônomo, uma profissional da área ambiental e o assessor parlamentar citado. As medidas judiciais incluem 16 mandados de busca e apreensão, afastamento de cargos públicos, suspensão do porte de armas, monitoramento eletrônico e bloqueio de bens.

Até o momento, foram apreendidos R$ 106 mil em espécie, armas de fogo, documentos, 740 folhas de cheques, dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes. A operação contou com a participação de sete promotores de Justiça, quatro delegados, cerca de 70 policiais civis e servidores do MPMG.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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