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MPMG encerra Agosto Lilás com ciclo de debates sobre masculinidades e violência contra a mulher

  • gazetadevarginhasi
  • 29 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
MPMG encerra Agosto Lilás com ciclo de debates sobre masculinidades e violência contra a mulher
Divulgação MPMG-Fotos Camila Soares
MPMG encerra Agosto Lilás com debate sobre o papel dos homens no combate à violência contra a mulher.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica (CAO-VD), promoveu nesta quinta-feira (28), em Belo Horizonte, o “Ciclo de Diálogos da Lei Maria da Penha”, evento que marcou o encerramento da programação do “Agosto Lilás”, mês de conscientização sobre a luta contra a violência de gênero.

O encontro teve como foco sensibilizar o público, especialmente os homens, sobre a importância de adotar uma perspectiva de gênero no enfrentamento à violência doméstica e familiar. A iniciativa destacou o trabalho realizado em grupos reflexivos com homens autores de violência, visando prevenir a reincidência e transformar padrões sociais.

Participaram do evento representantes da Guarda Municipal de Belo Horizonte, das Polícias Civil, Militar, Ambiental e do Corpo de Bombeiros, além de promotores de Justiça, servidores do MPMG e integrantes da rede de proteção às mulheres.

Na abertura, a procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Cássia Teixeira Gontijo, destacou que o problema da violência contra a mulher é de toda a sociedade. Para ela, a prevenção passa pela responsabilização dos homens e pela desconstrução de padrões patriarcais.

Já a coordenadora do CAO-VD, promotora de Justiça Denise Guerzoni, ressaltou a necessidade de tratar das masculinidades como estratégia de prevenção. “Precisamos desconstruir estereótipos atribuídos aos homens, como a necessidade de ser viril e violento. Isso é um terreno fértil para a violência familiar. O responsável pela agressão precisa ser responsável também pela solução”, afirmou.

O painel central, “Grupos reflexivos com homens autores de violência: fundamentos, desafios e resultados”, foi conduzido pelo diretor do Instituto Casa da Palavra, Yan Ribeiro Ballesteros, que relatou metodologias aplicadas desde 2022. Ele destacou que, em Santa Catarina, apenas 5% dos homens que participam desses grupos voltaram a cometer crimes, evidenciando resultados positivos.

Segundo Ballesteros, a masculinidade tóxica se baseia na crença de que homens nascem violentos e na rejeição do feminino, sustentando comportamentos de misoginia, homofobia e preconceito. O segundo painel, “Relato de Experiência: A prática de grupos reflexivos em contexto institucional ou comunitário”, foi apresentado por Alfredo Salvo Moreira Rabelo, também do Instituto Casa da Palavra.

A mediação ficou a cargo da promotora de Justiça Larissa Oliveira do Prado Souza, que atua na comarca de Rio Pardo de Minas. Durante o debate, ela compartilhou experiências do trabalho de atendimento a mulheres vítimas de violência no interior do Estado.

De acordo com o MPMG, a abordagem voltada ao diálogo com homens autores e não autores de violência integra o Plano Geral de Atuação de 2025 e será ampliada para todo o Estado, como ação estratégica de prevenção ao feminicídio.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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