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MPMG investiga suspeita de fraude em concurso da Câmara de Minduri após operação

22 de jul.
2 min de leitura

Reprodução
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta terça-feira (21/07) a operação “A Porta Larga” para investigar suspeitas de fraude no concurso público da Câmara Municipal de Minduri. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em Minduri e Andrelândia. Segundo o MPMG, a investigação começou após a presidente da Câmara comunicar suspeitas de irregularidades no concurso destinado ao preenchimento de cargos na Casa Legislativa. Conforme as apurações, uma servidora comissionada teria sido procurada por um servidor público de Minduri, que teria oferecido aprovação no concurso mediante pagamento de R$ 15 mil.
A proposta não teria sido aceita pela servidora, que também não realizou qualquer pagamento. Após a denúncia, a Justiça autorizou gravações ambientais das conversas entre a servidora e os investigados. De acordo com o promotor de Justiça Leandro Panaim, mesmo sem participar do suposto esquema, a candidata acabou aprovada dentro do número de vagas. Segundo ele, a mulher relatou ter marcado todas as alternativas com a letra “A” no cartão de respostas e, ainda assim, ficou em segundo lugar.
As investigações apontam que o mesmo servidor citado como possível intermediador também teria participado do processo licitatório que contratou a empresa responsável pelo concurso. O MPMG afirma que a empresa venceu a licitação com uma proposta abaixo da média apresentada pelas concorrentes.
Segundo o Ministério Público, a suspeita é de que o esquema envolvesse a manipulação dos resultados do certame. A apuração indica que um advogado integrante da banca examinadora teria alterado notas de candidatos para favorecer aprovações.
Os investigados podem responder por crimes como fraude em certame público, corrupção passiva, falsidade ideológica, frustração do caráter competitivo de licitação e associação criminosa. O MPMG também investiga se a empresa responsável pelo concurso, a CAP Concursos Públicos, teria adotado método semelhante em outros processos seletivos realizados em municípios de Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação dos envolvidos e verificar possíveis irregularidades em outros concursos organizados pela empresa.

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