Mulheres lideram consumo no Brasil, mas ainda enfrentam preços mais altos por produtos femininos
25 de mai.
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Divulgação
“Taxa rosa” encarece produtos e serviços voltados ao público feminino no país.
Prática conhecida como pink tax gera debate sobre desigualdade nas relações de consumo.
As mulheres já são maioria na liderança dos lares brasileiros. Segundo dados do Sebrae, a cada 100 residências no país, 52 são chefiadas por mulheres, que também respondem por cerca de 85% das decisões de compra das famílias.
Mesmo com esse protagonismo econômico, consumidoras ainda enfrentam práticas comerciais consideradas abusivas, como a chamada “pink tax”, ou “taxa rosa”, expressão utilizada para definir preços mais altos cobrados em produtos e serviços direcionados ao público feminino.
A prática não se trata de um imposto oficial, mas de uma estratégia comercial que encarece itens destinados às mulheres, mesmo quando possuem composição, qualidade e finalidade semelhantes aos produtos voltados ao público masculino.
Entre os exemplos mais comuns estão produtos de higiene pessoal, como lâminas de barbear, desodorantes e shampoos, que frequentemente apresentam preços superiores apenas por terem embalagens ou cores associadas ao público feminino.
A diferença também aparece em serviços. Cortes de cabelo feminino, mesmo em modelos curtos e simples, costumam custar mais do que os masculinos, apesar de exigirem tempo e técnicas semelhantes.
No setor de vestuário, roupas básicas e calçados femininos também apresentam, em muitos casos, preços superiores aos equivalentes masculinos. A situação se repete no mercado infantil, onde brinquedos, fraldas e acessórios na cor rosa podem custar até 20% mais.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o aumento injustificado de preços é proibido. O artigo 39 considera abusiva a prática de cobrar valores diferentes por produtos ou serviços equivalentes sem justificativa plausível.
Órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, podem aplicar multas e medidas administrativas em casos de diferenciação de preços motivada apenas por gênero.
Especialistas orientam que consumidores pesquisem e comparem preços entre produtos masculinos e femininos antes da compra. Outra recomendação é denunciar ao Procon situações em que itens idênticos apresentem diferenças injustificadas de valores.
O boicote consciente a marcas que praticam diferenciação explícita também é apontado como uma forma de pressionar empresas por relações de consumo mais equilibradas e igualitárias.
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