Nasa alerta que material de megaerupção solar alcançará a Terra com potencial de interferir em comunicações
gazetadevarginhasi
há 4 dias
2 min de leitura
Reprodução
A Nasa e outras agências espaciais monitoram um intenso surto de atividade solar que deve enviar material em direção à Terra nos próximos dias, alertaram cientistas e autoridades especializadas em clima espacial.
Satélites da Nasa registraram pelo menos cinco erupções solares de grande porte em menos de três dias, todas originadas da região ativa conhecida como AR 4366, uma mancha no Sol considerada muito maior que a Terra.
Na terça‑feira (3), foi registrada uma erupção de intensidade X1.5, a quinta de classe X desde o domingo, 1º de fevereiro. As explosões anteriores foram classificadas como X1.0, X8.1, X2.8 e X1.6, sendo a de intensidade X8.1 a mais forte.
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos informou que a erupção X8.1, de maior magnitude entre as observadas, ejetou material solar que se deslocará até a Terra entre quinta‑feira (5) e sexta‑feira (6) de fevereiro.
Segundo a Nasa, embora os impactos esperados na Terra sejam de fraca intensidade, as erupções solares podem interferir em comunicações de rádio, redes elétricas e sinais de navegação, além de representar riscos para astronautas no espaço. A interação das partículas solares com o campo magnético terrestre também deve favorecer a observação de auroras boreais em latitudes mais altas.
O astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explicou que a mancha ativa AR 4366 tem cerca de 10 vezes o tamanho da Terra e permanece vigorosa, contribuindo para a sucessão de eventos solares de forte intensidade.
Desde que a região se tornou visível, em 30 de janeiro, foram detectadas 21 erupções de classe C, 38 de classe M e 5 de classe X. Erupções solares ocorrem com certa frequência como parte da atividade magnética do Sol, a qual se intensifica durante o pico do ciclo solar de 11 anos.
As explosões de classe X são as mais severas entre as categorias de erupções solares e podem afetar satélites em órbita da Terra, além de gerar perturbações geomagnéticas perceptíveis no planeta.
Comentários