Vídeo ofensivo com Obama e Michelle posta no Truth Social é apagado; Casa Branca aponta erro de funcionário
gazetadevarginhasi
há 40 minutos
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Reprodução
Um vídeo com conteúdo racista foi publicado inadvertidamente na conta oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na plataforma Truth Social, na noite de quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), e permaneceu online por cerca de 12 horas antes de ser removido na sexta-feira (6), segundo relato de um alto funcionário da Casa Branca à CNN Brasil. A publicação foi apagada pela equipe após ser identificada como inadequada e ofensiva por envolver estereótipos racistas dirigidos a figuras públicas.
O vídeo apagado retratava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos, evocando um estereótipo racial historicamente considerado ofensivo. A peça permaneceu disponível na conta de Trump por várias horas antes da retirada. A CNN optou por não reproduzir o conteúdo em razão da sensibilidade racial envolvida.
Segundo a fonte da Casa Branca ouvida pela reportagem, a publicação foi feita por engano por um funcionário, e não por determinação direta do presidente. “Um funcionário da Casa Branca fez a publicação por engano. Ela já foi removida”, afirmou o interlocutor, ressaltando que se trata de um erro interno, e não de uma postagem deliberada do líder americano.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, divulgou declaração classificando como “indignação falsa” a repercussão gerada pelo vídeo, argumentando que ele fazia parte de um meme viral da internet que retratava Trump como “rei da selva” e opositores políticos como personagens do filme “O Rei Leão”, e pedindo que a mídia dedicasse atenção a notícias mais relevantes para o público americano.
A publicação provocou reação imediata de figuras políticas de diferentes espectros ideológicos. O senador republicano Tim Scott, único integrante negro do Partido Republicano no Senado dos EUA, criticou a postagem nas redes sociais, afirmando: “Rezo para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca”, e pediu a sua rápida remoção.
O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, também se manifestou, condenando o vídeo e caracterizando o conteúdo como “repugnante”, além de exigir que membros do partido republicano se posicionassem publicamente contra a peça.
O episódio se soma a outras críticas anteriores dirigidas a Trump por compartilhar ou republicar conteúdo considerado racista ou insensível em suas redes sociais. No ano anterior, ele havia divulgado um vídeo aparentemente criado por inteligência artificial que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval, e outros conteúdos alterados digitalmente envolvendo políticos democratas, que também foram alvo de reações negativas.