Foragido Alexandre Ramagem é interrogado por videoconferência no STF após retomada de processo pelo ministro Moraes
gazetadevarginhasi
há 2 horas
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O deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025, foi interrogado na quinta-feira (5 de fevereiro de 2026) por videoconferência pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal que investiga crimes cometidos após sua diplomação como parlamentar, informou a imprensa brasileira nesta sexta-feira (6).
A audiência, que durou cerca de 50 minutos, foi conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, com a presença do advogado de Ramagem durante todo o depoimento.
A oitiva ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes retomou a ação penal contra Ramagem, que havia sido parcialmente suspensa quando ele ainda exercia o mandato de deputado federal, porque a imunidade parlamentar impedia o prosseguimento da investigação sobre crimes praticados após sua diplomação. Com a cassação do mandato por parte da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no final de 2025, a suspensão deixou de valer, e o STF restabeleceu a tramitação da ação sobre os delitos de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos violentos registrados em 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
Ramagem foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado por sua participação no grupo apontado como “núcleo crucial” da trama golpista, incluindo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros acusados. Há meses ele está fora do país morando nos Estados Unidos e não cumpriu a pena determinada pela Corte.
Durante o interrogatório por videoconferência, Ramagem negou a prática dos crimes atribuídos a ele, conforme relato de imprensa, contestando as imputações feitas no processo retomado no STF.
A retomada da ação penal e o interrogatório por videoconferência ocorrem em meio à formalização pelo governo brasileiro, no final de janeiro, do pedido de extradição de Ramagem às autoridades dos EUA, que agora analisam a solicitação enviada ao Departamento de Estado por meio da Embaixada do Brasil em Washington.
O caso segue sob condução do STF, e a continuidade dos atos processuais, como o avanço da instrução criminosa e eventual extradição, depende tanto da tramitação judicial no Brasil quanto do andamento do pedido de devolução do foragido por parte das autoridades norte-americanas, em conformidade com o tratado bilateral vigente entre os dois países.