Nasa planeja dezenas de pousos na Lua para criar base permanente a partir de 2028
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A Nasa pretende realizar 73 pousos na Lua a partir de 2028 com o objetivo de estabelecer uma base fixa no polo sul lunar. O projeto, estimado em cerca de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 100 bilhões), integra o programa Artemis e busca acelerar a presença dos Estados Unidos no espaço.
O planejamento detalhado consta no documento Guia do Usuário da Base Lunar, publicado em 6 de abril, que apresenta as etapas necessárias para viabilizar a iniciativa após a missão Artemis II completar sua órbita ao redor do satélite.
O projeto está dividido em três fases principais. A primeira prevê 21 pousos até 2029, garantindo maior frequência de acesso à superfície lunar. Entre 2029 e 2032, a agência deve iniciar o envio de infraestrutura básica e realizar missões tripuladas semestrais. Na etapa final, o foco será consolidar a presença humana contínua e viabilizar o retorno de cargas à Terra, além de servir como base para futuras missões com destino a Marte.
Desafios financeiros e tecnológicos
Apesar do avanço do cronograma, a execução enfrenta obstáculos importantes. O governo dos Estados Unidos propôs uma redução de 23% no orçamento da Nasa, o que representa corte de aproximadamente US$ 5,6 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões).
A diminuição de recursos ocorre em um momento em que a agência precisa solucionar falhas nos sistemas de pouso e desenvolver tecnologias para habitação e geração de energia em ambiente hostil.
O cronograma prevê dezenas de lançamentos ao longo dos próximos anos para transporte de equipamentos e astronautas. Apenas nos próximos três anos, estão programadas 21 missões não tripuladas para preparação da superfície lunar. Na fase final da construção, outros 29 lançamentos estão previstos, embora a data de conclusão da base ainda não esteja definida.
Mesmo diante das limitações orçamentárias, a agência mantém uma perspectiva otimista. O avanço do programa dependerá da capacidade de reduzir custos e superar desafios científicos que ainda dificultam a permanência humana autossustentável na Lua.
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