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Neurocirurgião é preso com armas em carro que imitava viatura policial na Avenida Paulista

  • 14 de jul.
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução


Um neurocirurgião de 69 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (13) após ser abordado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) enquanto dirigia uma Mercedes com características semelhantes às de uma viatura policial na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Segundo a corporação, o veículo trafegava em zigue-zague e possuía um dispositivo luminoso semelhante a um giroflex instalado em seu interior, o que chamou a atenção dos agentes das Rondas Ostensivas com Motocicletas (Romo).

Durante a abordagem, o médico afirmou aos guardas que utilizava o equipamento luminoso porque estava "atrasado para uma reunião". Na vistoria realizada no automóvel, os agentes localizaram uma pistola calibre 9 mm, um revólver calibre .38 e um distintivo de assessor parlamentar. Todo o material foi apreendido pela polícia.

Conforme a GCM, o neurocirurgião apresentou seus documentos pessoais e informou ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). No entanto, ele não apresentou a documentação necessária para comprovar a regularidade do porte das armas encontradas no veículo. Diante da situação, recebeu voz de prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

A ocorrência foi registrada no 78º Distrito Policial, nos Jardins, onde a Polícia Civil deu início às investigações. Além da situação das armas, os investigadores deverão apurar a utilização dos dispositivos que faziam a Mercedes apresentar características semelhantes às de uma viatura policial e a origem do distintivo de assessor parlamentar encontrado no carro.

Segundo a legislação brasileira, o registro como CAC não autoriza, por si só, o porte de arma de fogo em vias públicas. O transporte de armamentos por integrantes dessa categoria é permitido apenas em situações específicas e mediante o cumprimento de exigências legais, como guia de tráfego válida e acondicionamento adequado das armas. A ausência da documentação exigida pode configurar o crime de porte ilegal de arma de fogo.

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Gazeta de Varginha

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