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Nirsevimabe: nova proteção contra o vírus respiratório para bebês

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A Secretaria Municipal de Saúde anunciou oficialmente o início da aplicação do Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal inovador, desenvolvido especialmente para a prevenção de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A iniciativa acompanha a recente incorporação do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde, reforçando o compromisso das autoridades em reduzir os casos graves de doenças respiratórias entre recém-nascidos e crianças pequenas, grupo mais vulnerável às complicações provocadas pelo vírus.
O Nirsevimabe se diferencia das vacinas tradicionais por oferecer imunização passiva, ou seja, fornece ao organismo uma proteção imediata e eficaz por meio de uma dose única. Essa abordagem é especialmente relevante considerando que o VSR é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos durante os períodos de maior circulação viral. O vírus apresenta risco elevado para bebês com menos de seis meses, crianças prematuras e aquelas que possuem comorbidades, como cardiopatias congênitas ou doenças pulmonares crônicas, sendo reconhecido como a principal causa de hospitalizações nessa faixa etária.
Para garantir a proteção adequada, o processo de aplicação do Nirsevimabe foi estruturado para atender três grupos específicos de crianças.
Recém-nascidos elegíveis recebem o anticorpo ainda na maternidade, concomitantemente com a aplicação das vacinas BCG e Hepatite B, integrando o imunizante à rotina vacinal. Crianças com comorbidades, com idade até 1 ano, 11 meses e 29 dias, podem ter acesso ao Nirsevimabe mediante recomendação médica, por meio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), garantindo que os pequenos com maior vulnerabilidade recebam a proteção necessária. Além disso, o programa contempla bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, que ainda não completaram seis meses de vida, reforçando a atenção especial a esse grupo de alto risco.
Os responsáveis pelas crianças devem procurar a unidade de saúde mais próxima ou entrar em contato com a Central Municipal de Vacinas para obter informações detalhadas sobre a disponibilidade do anticorpo, critérios de elegibilidade e orientações sobre o agendamento da aplicação, garantindo que todos os bebês incluídos nos grupos prioritários recebam a proteção adequada contra o VSR.

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Gazeta de Varginha

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