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Nova diretriz internacional passa a recomendar semaglutida e tirzepatida como primeira escolha para tratar obesidade

  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Uma nova diretriz internacional voltada ao tratamento da obesidade passou a recomendar a semaglutida e a tirzepatida como primeira opção para adultos que necessitam de tratamento medicamentoso. O documento foi elaborado pelo American College of Physicians (ACP), uma das principais entidades médicas dos Estados Unidos, e publicado na revista científica Annals of Internal Medicine.

A atualização representa uma mudança importante nas recomendações para o manejo da doença e acompanha o avanço das evidências científicas sobre a eficácia desses medicamentos. As duas substâncias atuam imitando hormônios intestinais relacionados à sensação de saciedade, contribuindo para a redução do apetite e favorecendo uma perda significativa de peso quando associadas a mudanças no estilo de vida.

De acordo com a nova orientação, adultos com obesidade, caracterizada por índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, devem ter semaglutida ou tirzepatida como primeira alternativa sempre que houver indicação de tratamento farmacológico. A diretriz estabelece ainda uma ordem de preferência para outras medicações disponíveis, colocando a combinação de fentermina com topiramato em seguida, além da liraglutida e da associação entre naltrexona e bupropiona.

As recomendações também abrangem pessoas com sobrepeso, definido por IMC entre 27 e 30, desde que apresentem doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol elevado, apneia do sono ou enfermidades cardiovasculares. Nesses casos, semaglutida e tirzepatida também aparecem como opções prioritárias.

Segundo dados citados pelo ACP, cerca de 59% da população mundial convive atualmente com excesso de peso ou obesidade. No Brasil, aproximadamente 68% dos adultos apresentam excesso de peso e 31% vivem com obesidade. Em 2021, quase 61 mil mortes prematuras no país foram associadas ao elevado índice de massa corporal.

Especialistas destacam que a atualização tem como objetivo orientar principalmente médicos generalistas, diante da rápida evolução das pesquisas sobre o tema. Também reforçam a necessidade de reconhecer a obesidade como uma doença crônica e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais e metabólicos, e não apenas por hábitos individuais.

No Brasil, entidades médicas já haviam adotado posicionamento semelhante. Diretrizes nacionais elaboradas por organizações como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Academia Brasileira do Sono também passaram a priorizar a semaglutida e a tirzepatida entre as principais alternativas terapêuticas para pacientes com obesidade.

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Gazeta de Varginha

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