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Nova pílula queima gordura em repouso e preserva músculos, apontam estudos

  • há 7 minutos
  • 2 min de leitura
Nova pílula queima gordura em repouso e preserva músculos, apontam estudos
Divulgação/Medicamento experimental aumentou o gasto energético, reduziu gordura corporal e preservou a massa muscular em estudos iniciais.
Nova pílula estimula queima de gordura em repouso e pode representar avanço no tratamento da obesidade

Uma nova classe de medicamentos em forma de comprimido apresentou resultados promissores no combate à obesidade e ao diabetes tipo 2. Em estudos realizados com animais e em testes preliminares com seres humanos, a substância foi capaz de estimular a queima de gordura mesmo durante o repouso, além de melhorar o controle da glicose sem provocar perda de massa muscular.

Os resultados foram publicados na revista científica Cell e apontam para uma estratégia inovadora que busca aumentar o gasto energético do organismo sem os efeitos colaterais cardiovasculares observados em tratamentos semelhantes.

Como funciona o novo medicamento
Diferentemente de medicamentos tradicionais que ativam amplamente o sistema adrenérgico — responsável pelas respostas do organismo ao estresse —, o novo composto foi desenvolvido para atuar de forma altamente seletiva.

A substância age sobre o receptor beta-2 adrenérgico, presente principalmente nas células musculares, estimulando uma rota específica ligada ao metabolismo energético.

Segundo os pesquisadores, o medicamento:
  • aumenta a absorção de glicose pelos músculos sem depender da insulina;
  • eleva o gasto calórico mesmo em repouso;
  • reduz o acúmulo de gordura corporal;
  • preserva a massa muscular;
  • evita a aceleração excessiva dos batimentos cardíacos e possíveis danos ao coração.

Estratégia mais precisa
Os cientistas explicam que medicamentos mais antigos ativam diferentes vias celulares ao mesmo tempo, o que pode gerar benefícios metabólicos, mas também efeitos adversos como taquicardia e sobrecarga cardíaca.

O novo composto utiliza uma abordagem conhecida como agonismo enviesado, que consiste em ativar apenas a via celular responsável pelos efeitos desejados.

Nesse caso, a substância estimula uma proteína chamada GRK2, capaz de aumentar a utilização de glicose e gordura pelos músculos sem desencadear os mecanismos relacionados aos efeitos cardiovasculares indesejados.

Possível alternativa aos medicamentos atuais
A descoberta surge em meio ao crescimento do uso de medicamentos para perda de peso, como os agonistas do GLP-1, presentes em tratamentos como Ozempic e Wegovy.

Embora eficazes, esses medicamentos podem provocar efeitos colaterais como náuseas, desconfortos gastrointestinais e, em alguns casos, redução de massa muscular durante o emagrecimento.

A nova pílula segue uma estratégia diferente: em vez de atuar no cérebro para reduzir o apetite, ela age diretamente no músculo esquelético, considerado um dos principais reguladores do metabolismo corporal.

Próximos passos
Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores destacam que o medicamento ainda está em fase experimental e precisará passar por estudos clínicos mais amplos para comprovar sua segurança e eficácia antes de uma eventual aprovação para uso comercial.

Se os resultados forem confirmados nas próximas etapas, a nova terapia poderá representar uma alternativa importante no tratamento da obesidade, do diabetes tipo 2 e de outras doenças metabólicas.
Fonte: InformaçõesCorreioBraziliense

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Gazeta de Varginha

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