Novo líder supremo do Irã defende retirada de proteção a inimigos em meio à escalada do conflito
20 de mar.
2 min de leitura
Reprodução
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o governo deve retirar a segurança de inimigos internos e externos, em um momento de intensificação do conflito envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita por meio de um comunicado direcionado ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Na mensagem, Khamenei expressou condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, que foi morto em um ataque israelense recente. Ele destacou que a perda do ministro deve ser compensada com maior atuação dos órgãos de segurança, reforçando a necessidade de intensificar ações contra adversários do regime.
O líder também afirmou que a segurança deve ser garantida à população iraniana, ao mesmo tempo em que deve ser retirada dos inimigos do país. A declaração foi apresentada como uma diretriz para fortalecer a atuação das instituições responsáveis pela segurança nacional.
O posicionamento ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura semanas e tem provocado ataques a diferentes alvos na região. Nos últimos dias, o Irã ampliou ofensivas contra instalações estratégicas de energia, incluindo estruturas ligadas à produção de gás e refinarias de petróleo.
Além disso, Khamenei prometeu vingança pelas mortes de integrantes do governo iraniano, indicando uma postura mais rígida diante das ações de seus adversários. O discurso reforça o aumento das tensões e a continuidade das hostilidades.
Mojtaba Khamenei assumiu o comando do país após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo israelense no início da guerra, em 28 de fevereiro. A mudança na liderança ocorreu em meio a uma crise marcada por ataques e perdas de autoridades iranianas.
O comunicado divulgado pelo novo líder não mencionou outras mortes recentes dentro da estrutura do governo, apesar de confirmações ocorridas no mesmo período. Ainda assim, o conteúdo reforça a orientação por medidas mais duras contra opositores internos e externos.
Comentários