Novo remédio contra Alzheimer tem aprovação publicada no Diário Oficial
8 de jan.
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Eisai/Divulgação- Novo medicamento aprovado pela Anvisa promete retardar o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer em estágio inicial.
Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de pacientes com Alzheimer em fase inicial.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de um novo medicamento para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. O remédio, denominado Leqembi, teve sua liberação publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.
Produzido a partir do anticorpo lecanemabe, o medicamento é indicado para retardar o declínio cognitivo em pessoas que já apresentam demência leve associada à doença. De acordo com o registro da Anvisa, o lecanemabe atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro, cujo acúmulo é considerado uma das principais características do Alzheimer.
O Leqembi é apresentado como uma solução para diluição destinada à infusão intravenosa, conforme descrito na autorização concedida pela agência reguladora.
Estudo clínico
Segundo informações divulgadas pela Anvisa, a eficácia clínica do medicamento foi avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, todas com presença de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o Leqembi ou placebo durante o período de acompanhamento.
“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, informou a Anvisa. A avaliação foi realizada por meio da escala de demência CDR-SB, instrumento utilizado para medir a gravidade da doença de Alzheimer e o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária dos pacientes.
A escala inclui critérios que avaliam o quanto as atividades cotidianas são afetadas pela perda cognitiva. De acordo com os resultados do estudo, no subgrupo formado por 1.521 participantes, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação da CDR-SB em comparação com aqueles que receberam placebo, indicando uma progressão mais lenta da doença.
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