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Novo salario minimo de R$ 1.621 deve injetar R$ 81,7 bilhoes na economia, estima Dieese

  • gazetadevarginhasi
  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Novo salario minimo de R$ 1.621 deve injetar R$ 81,7 bilhoes na economia, estima Dieese
Divulgação
Previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro e começar a ser pago em fevereiro, o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621, deverá injetar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que considera os impactos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, mesmo em um cenário de maior restrição fiscal.

De acordo com o levantamento, cerca de 61,9 milhões de pessoas terão seus rendimentos diretamente influenciados pelo reajuste do piso nacional. Entre elas estão 29,3 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 17,7 milhões de trabalhadores empregados, 10,7 milhões de autônomos, 3,9 milhões de empregados domésticos e aproximadamente 383 mil empregadores.

O novo valor representa um aumento nominal de 6,79% em relação ao salário mínimo atual, conforme as regras da política permanente de valorização do mínimo. O reajuste segue critérios definidos em lei, combinando a inflação do período e o desempenho da economia.

Segundo o Dieese, a elevação do salário mínimo também provoca efeitos significativos nas contas públicas, já que diversos benefícios e despesas estão vinculados ao piso nacional. A estimativa é de um acréscimo de R$ 39,1 bilhões nas despesas da Previdência Social em 2026. Para cada R$ 1 de aumento no mínimo, o custo adicional é de cerca de R$ 380,5 milhões. Atualmente, 46% dos gastos previdenciários são impactados diretamente pelo reajuste, e 70,8% dos beneficiários recebem valores atrelados ao salário mínimo.

O cálculo do novo piso segue a Lei nº 14.663, de agosto de 2023, que determina a correção anual com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para o reajuste de 2026, no entanto, parte do ganho real foi limitada pelo novo arcabouço fiscal, estabelecido pela Lei Complementar nº 200/2023.

Assim, a inflação medida pelo INPC, de 4,18% no período acumulado, foi considerada integralmente, enquanto o crescimento do PIB, de 3,4%, teve aplicação limitada a 2,5%, teto permitido pelo novo regime fiscal. A combinação desses fatores resultou em um aumento nominal de R$ 103 no valor do salário mínimo.

O desafio do governo será equilibrar os efeitos positivos do reajuste sobre a renda da população com o controle das despesas obrigatórias, em meio à necessidade de cumprimento das metas fiscais.
Fonte: InfoMoney

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