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Nível dos rios cai e revela embarcações, objetos históricos e até vestígios de mamutes na Europa

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo
A seca histórica que atinge diversas regiões da Europa está provocando uma queda excepcional no nível dos rios e revelando estruturas e objetos que permaneceram escondidos durante décadas ou até milhares de anos. Entre os achados estão embarcações afundadas durante a Segunda Guerra Mundial, objetos de períodos antigos e possíveis restos de mamutes.

O cenário é resultado de uma combinação de estiagem prolongada e sucessivas ondas de calor que atingem o continente. A situação alterou a paisagem de importantes rios europeus, como o Reno e o Danúbio, além de provocar impactos no transporte, na agricultura, na geração de energia e no abastecimento de água.

No Rio Reno, uma das principais vias navegáveis da Europa, a redução do volume de água deixou expostas áreas que normalmente permanecem submersas. O rio, com mais de 1.200 quilômetros de extensão, é utilizado para transportar diferentes tipos de mercadorias e atravessa algumas das regiões mais industrializadas do continente.

Na região de Colônia, na Alemanha, a queda do nível da água mudou significativamente a paisagem. O recuo também permitiu que pessoas encontrassem objetos históricos no leito exposto do rio, incluindo moedas antigas, peças de embarcações e outros materiais de diferentes períodos.

Outro vestígio que voltou a aparecer são as chamadas “pedras da fome”. São rochas que possuem marcas e inscrições deixadas durante períodos anteriores de estiagem severa. Em Leverkusen, uma dessas pedras, associada a uma seca registrada em 1959, tornou-se novamente visível.

Essas pedras eram utilizadas como uma espécie de alerta deixado por gerações anteriores. Quando os rios atingiam níveis muito baixos, as marcas ficavam expostas e lembravam períodos em que a falta de água também estava relacionada a problemas na agricultura e no abastecimento de alimentos.

A seca também está afetando o transporte pelo Reno. Em áreas mais rasas, como a região de Kaub, a profundidade reduzida dificulta a navegação de embarcações de carga. Algumas precisam diminuir a quantidade de mercadorias transportadas para evitar problemas durante o trajeto.

Com menos carga por viagem, aumenta a necessidade de deslocamentos e, consequentemente, os custos de transporte e o consumo de combustível. Os efeitos da estiagem também alcançam a agricultura, as florestas, a indústria e os sistemas de abastecimento de água.

No Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, a redução do nível da água também revelou estruturas que estavam escondidas. Na Sérvia, destroços de embarcações alemãs afundadas durante a Segunda Guerra Mundial voltaram a ficar visíveis com o recuo do rio.

Os navios foram afundados em 1944, durante o avanço das forças soviéticas, e permaneceram submersos por décadas. Cerca de 200 embarcações foram afundadas naquela região. Com a forte redução do nível do Danúbio, parte dos cascos voltou a aparecer, atraindo a atenção de moradores, turistas e pesquisadores.

A estiagem também provocou problemas relacionados à geração de energia. Na Romênia, um reator nuclear precisou ser desligado, enquanto na Hungria foi construída uma barreira temporária para elevar o nível da água e permitir o funcionamento de uma usina.

Além dos vestígios relacionados à Segunda Guerra Mundial, o recuo das águas revelou sinais de períodos muito mais antigos. Na Bulgária, pesquisadores encontraram o que pode ser uma mandíbula, duas presas e uma costela de mamute expostas pela redução do nível do rio.

Embora os achados históricos chamem a atenção, especialistas ressaltam que o fenômeno que possibilitou essas descobertas representa um problema ambiental. A seca de 2026 é considerada excepcional em diferentes áreas da Europa e vem sendo associada ao aumento das temperaturas e aos efeitos das mudanças climáticas.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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